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Após ser cobrado por cloroquina, Teich encontra Bolsonaro fora da agenda

O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Nelson Teich - DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Nelson Teich Imagem: DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDO
Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

14/05/2020 18h14

Após cobrar o ministro da Saúde, Nelson Teich, para ampliar o uso da cloroquina para o tratamento do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) o chamou para uma reunião fora da agenda no Palácio do Planalto.

O encontro começou no mesmo horário em que era realizada a coletiva de imprensa da pasta, também realizada no Planalto.
Os órgãos não divulgaram previamente o motivo do encontro.

Nesta quinta, Bolsonaro disse que iria cobrar Teich sobre a adoção de um protocolo prevendo o uso da cloroquina para pacientes em estágio inicial da doença.

A declaração foi feita durante uma teleconferência com empresários organizada pelo presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf.

A medida pode ser mais um teste de Bolsonaro para Teich. Na última segunda-feira, Teich escreveu em seu perfil no twitter, como um "alerta importante", de que a cloroquina "é um medicamento com efeitos colaterais".

"Então, qualquer prescrição deve ser feita com base em avaliação médica. O paciente deve entender os riscos e assinar o "Termo de Consentimento" antes de iniciar o uso da cloroquina", disse.

Por conta da declaração, Teich sofreu ataques nas redes sociais de simpatizantes do presidente, que defendem o tratamento.