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'Não precisa perguntar a hora', diz Pazuello após mudança em dados da covid

Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

09/06/2020 14h09

O ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, defendeu a nova metodologia da divulgação de dados sobre a covid-19, divulgada pelo Ministério da Saúde.

Em reunião na Câmara dos Deputados, na tarde desta terça-feira, Pazuello disse a mudança aumenta a transparência porque agora os números estarão disponíveis 24h (a pasta vai passar a registrar os óbitos pela data da morte, atualizando retroativamente, não mais pelo dia de registros).

"Não precisa me perguntar que horas vai botar número. Na hora que o dado chega do gestor, ele é colocado no BI (sistema de informações de saúde, Datasus) e acabou, vai imediato. Se chegar às 16h, estará lá", disse o general à comissão que acompanha os efeitos da pandemia da Câmara.

Pazuello disse que, antes, tinha que esperar todos os estados para fazer uma apresentação, e que estava "somando contas que não existem e que não eram somáveis".

"Estava marcando um horário para apresentar uma informação que não dizia nada aos gestores do país. Agora, as informações são plenas, transparentes e em tempo real. Esquece o horário agora. Quando o município tiver dificuldades, se ficar esperando o dado, vai comprometer uma análise", disse.

O ministro interino afirmou também que a pasta não quer "esconder óbitos", mas "entender o que aconteceu naquele dia e ajustar suas medidas".

"Só queremos evitar a subnotificação. Se não olhar a data do óbito, o gestor não consegue formular medidas na sua cidade", afirmou.

Na noite de ontem, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), mandou o governo Jair Bolsonaro retomar a divulgação na íntegra dos dados acumulados de mortes e casos confirmados de covid-19 no site do Ministério da Saúde.