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Representação de militares sobre fala de Gilmar não preocupa ministro

29.abr.2020 - O ministro Gilmar Mendes em sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) realizada por videoconferência - Fellipe Sampaio /SCO/STF
29.abr.2020 - O ministro Gilmar Mendes em sessão do STF (Supremo Tribunal Federal) realizada por videoconferência Imagem: Fellipe Sampaio /SCO/STF
Constança Rezende

É colunista do UOL em Brasília. Passou pelas redações do Estadão no Rio de Janeiro, O DIA e Jornal do Commercio.

Colunista do UOL

13/07/2020 14h32

A representação que o ministério da Defesa anunciou que fará à PGR (Procuradoria-Geral da República) contra uma fala do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes, nesta segunda-feira, 13, não preocupou o ministro.

O ministro da Defesa, general Fernando Azevedo de Silva, e os comandantes do Exército, Aeronáutica e Marinha pediram, por meio de nota, a "adoção de medidas cabíveis" sobre a declaração de Gilmar de que o Exército estaria se associando a "um genocídio" por respostas à pandemia.

Interlocutores do ministro ouviram que o pedido não tem base e que Gilmar não retira o que disse. O ministro também teria reafirmado que há uma omissão na área da Saúde em relação ao tratamento do novo coronavírus, que Exército pode ser responsabilizado e que deve se afastar de cargos no Ministério da Saúde.

As declarações de Gilmar criticadas pelas Forças Armadas foram dadas durante sua participação no debate online organizado pela revista IstoÉ e pelo Instituto Brasiliense de Direito Público, neste sábado.

Em nota, o Ministério da Defesa afirmou que repudia veementemente "a acusação apresentada pelo senhor Gilmar Mendes, contra o Exército Brasileiro".

"Comentários dessa natureza, completamente afastados dos fatos, causam indignação. Trata-se de uma acusação grave, além de infundada, irresponsável e sobretudo leviana", afirmou.