Topo

Felipe Moura Brasil

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Viagem de Carluxo com dinheiro público é escárnio

Colunista do UOL*

27/01/2023 16h24

Receba os novos posts desta coluna no seu e-mail

Email inválido

*Por Redação UOL Notícias

Na Live UOL, desta quarta-feira (25), o colunista do UOL Notícias Felipe Moura Brasil falou sobre o uso do cartão corporativo da Presidência da República para o pagamento de diárias do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ).

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) aproveitou diárias de hotel pagas com cartão para trabalhar em home office, em Brasília, durante a pandemia.

No total, foram onze diárias, em março de 2021, que custaram R$ 2.300 aos cofres públicos.

Para Felipe Moura Brasil, o uso do cartão da Presidência por um vereador —que não tem cargo no governo federal— é um desvio completo de finalidade e um gasto para o contribuinte, que é quem acaba sustentando esse tipo de mamata.

"É um escárnio completo. Essas pessoas deveriam ser denunciadas a quem couber. Não pode acontecer de um político levar o filho para ele ficar atuando como um ministro informal —que era como atuava Carlos Bolsonaro no governo do pai. Um vereador que deveria estar prestando seus serviços à cidade do Rio de Janeiro, mas está tendo sua despesa paga com o cartão corporativo da Presidência da República. É um desvio absoluto de finalidade e um gasto para o contribuinte brasileiro, que é quem sustenta essa mamata".

O colunista explicou o motivo pelo qual não há reações a esse tipo de escândalo.

"A gente vê um bando de mamateiro sendo sustentado com dinheiro público e nenhuma reação porque um mamateiro passa pano para o outro. Então você não tem reação das casas legislativas ou do Congresso Nacional. Cartão corporativo é exceção, é uma emergência, tem de ter critério e limite. E mesmo com esse escândalo, não vemos iniciativa parlamentar para melhorar isso porque não interessa a boa parte dos políticos reformular os critérios e limites dos gastos públicos porque muitos deles também incorrem em gastos excessivos".

"O 'vereador federal internacional' Carlos Bolsonaro é remunerado para trabalhar na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, muito embora seus assessores tenham sido procurados pela imprensa e até por investigadores do Ministério Público e não tenham sido encontrados trabalhando no gabinete", lembrou o colunista.

Felipe Moura Brasil e Madeleine Lacsko debatem os principais assuntos do país diariamente, das 16h às 17h, com transmissão ao vivo nos perfis do UOL no YouTube, no Facebook e no Twitter.