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Jamil Chade


Privatização coloca Brasil como 4º maior destino de investimentos no mundo

Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

20/01/2020 17h48

A economia brasileira passou da 6ª para a 4ª posição no ranking dos principais destinos de investimentos do mundo, em 2019. Os dados foram divulgados pela Conferência da ONU para o Comércio e Desenvolvimento, nesta segunda-feira.

De acordo com os dados, houve uma expansão de 26% no fluxo de investimentos entre 2018 e 2019, passando de US$ 60 bilhões para US$ 75 bilhões. O valor foi mais de 50% de tudo o que a América do Sul recebeu no período.

De acordo com a ONU, isso ocorreu "em parte impulsionado pelo programa de privatização do país, lançado em julho como parte dos esforços do governo para impulsionar a economia".

"A primeira dessas privatizações envolveu uma empresa de distribuição de gás - Transportadora Associada de Gás - comprada por um consórcio de investidores liderados pela Engie (França) por quase US$ 8,7 bilhões", indicou.

A ONU estima que, em 2020, esse fluxo continuará e até ganhará ritmo. "A privatização de grandes empresas como Eletrobras, a maior concessionária de energia da América Latina, e Telebras deverá atrair mais investimentos", prevê a entidade.

"Dados preliminares sobre os investimentos anunciados no país apoiam esta perspectiva com o valor dos projetos mais do que duplicando em relação a 2018, especialmente nos sectores das energias renováveis e da indústria automóvel", destaca.

Com o desempenho, o Brasil superou o Reino Unido e Hong Kong e ficou abaixo de Cingapura, China e EUA.

No restante do mundo, o fluxo de investimentos permaneceu em uma queda de 1% em comparação a 2018, com um total de US$ 1,39 trilhão. Preocupa, por exemplo, os níveis relativamente baixos de investimentos em países ricos, com um total de US$ 643 bilhões.

No Reino Unido, a queda de 6% foi em grande parte causada pela incerteza do Brexit. Já em Hong Kong, o que pesou foi a turbulência social. Já nos EUA, a taxa de expansão foi praticamente zero.

Jamil Chade