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Jamil Chade

Grécia reabre para o turismo. Mas deixa Brasil e EUA de fora

Oia, Grécia - iStock
Oia, Grécia Imagem: iStock
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

29/05/2020 15h05

O governo da Grécia anunciou a abertura gradual de sua economia e do turismo. Mas deixou três países de peso no fluxo de turistas de fora da lista inicial: Brasil, EUA e Rússia.

Os três países lideram em termos de casos do coronavírus e, portanto, não foram considerados para um primeiro momento de abertura do país.

Tampouco fazem parte da lista o Reino Unido, Espanha, França e Itália, países duramente afetados pela covid-19. Apesar disso, a China e Coreia do Sul estão autorizadas.

De acordo com um informe do instituto Insete, o turismo representa até 30% do PIB da Grécia, se somar o impacto direto e indireto do setor.
Atenas surpreendeu a Europa ao registrar um número relativamente baixo de casos. Até agora foram apenas 2,9 mil casos. As mortes chegaram a 175. Hoje, porém, existem apenas 16 pacientes no país internados em UTIs necessitando a ajuda de respiradores.

Numa primeira lista, os gregos apontaram para as nacionalidades que seriam aceitas nos aeroportos de Atenas e Thessaloniki a partir do dia 15 de junho.

A lista inicial inclui Albânia, Austrália, Áustria, Macedonia, Bulgária, Alemanha, Dinamarca, Suíça, Estônia, Japão, Israel, China, Croácia, Coreia do Sul, Nova Zelândia e outros.

Para se chegar à lista, o país compilou os dados epidemiológicos de cada país, assim como uma avaliação da European Union Aviation Safety Agency (EASA).

Para todos os demais países, a proibição continua em vigor. Mas Atenas indicou que uma nova lista será divulgada a partir do dia 1 de julho.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL