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Jamil Chade

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Investigações sobre Odebrecht e Petrobras vão continuar, diz MP suíço

Fachada da sede da Odebrecht -  Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo
Fachada da sede da Odebrecht Imagem: Kevin David/A7 Press/Estadão Conteúdo
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

06/04/2021 06h39

Resumo da notícia

  • Foco da apuração agora é a participação de intermediários financeiros e bancos
  • Suíça diz que número de casos de cooperação internacional aumentou em 2020

O Ministério Público da Suíça anuncia que continua investigando casos e suspeitas relacionadas à Operação Lava Jato no Brasil. Em seu informe anual publicado nesta terça-feira, o MP em Berna deixou claro que não encerrou os processos.

"Os procedimentos da Petrobras-Odebrecht continuam sendo um dos maiores complexos da Divisão de Crimes Econômicos, que está sendo tratada por uma força-tarefa", disse o Ministério Público.

"Na primeira fase, as investigações concentraram-se nos destinatários dos pagamentos (corruptos) e, na segunda fase, nas pessoas que efetuaram os pagamentos (corruptores)", explicou. "Tendo em vista o alcance desse complexo de investigações, o trabalho ainda continua em ambas as fases, embora muitos procedimentos já tenham sido concluídos", indicou o MP.

"Ao mesmo tempo, na terceira fase, as investigações do Ministério Público estão se concentrando na responsabilidade criminal dos intermediários financeiros na Suíça, também com base nos fatos descobertos nas duas primeiras fases", disse o MP.

De acordo com as autoridades em Berna, em 2020 foi aberto outro processo criminal contra um banco na Suíça. O nome da instituição não foi revelado.

"Além disso, um procedimento simplificado foi validado neste ano pelo Tribunal Penal Federal. Esse foi um passo importante no processo. Além disso, o número de pedidos de assistência mútua aumentou significativamente este ano", completou.

Em meio a um debate sobre a cooperação internacional e revelações sobre o uso de canais informais para a troca de informações entre a Suíça e o Brasil, o MP reforçou sua posição de que a relação entre os dois países é positiva.

"Tanto o processamento de casos nacionais e pedidos de assistência jurídica mútua, como as entregas às autoridades brasileiras viabilizadas pela Suíça com o consentimento das pessoas envolvidas, demonstram a eficácia da boa cooperação entre autoridades nacionais e internacionais em uma investigação complexa desta magnitude", completou.