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Jamil Chade

2º ano da pandemia é mais letal e OMS pede que ricos não imunizem crianças

AM - RECORDE-MORTES-COVID-19 - GERAL - Profissional do Samu aguarda atendimento com paciente com Covid-19 dentro da Ambulância na frente do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, nesta segunda-feira (11) em Manaus (AM). O hospitais da capital seguem superlotados devido ao aumento de internações de Covid-19, Manaus bateu o recorde de enterros desde o início da pandemia no último domingo, com 144 sepultamentos. 11/01/2021 - Foto: EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - EDMAR BARROS/ESTADÃO CONTEÚDO
AM - RECORDE-MORTES-COVID-19 - GERAL - Profissional do Samu aguarda atendimento com paciente com Covid-19 dentro da Ambulância na frente do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, nesta segunda-feira (11) em Manaus (AM). O hospitais da capital seguem superlotados devido ao aumento de internações de Covid-19, Manaus bateu o recorde de enterros desde o início da pandemia no último domingo, com 144 sepultamentos. 11/01/2021 - Foto: EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Imagem: EDMAR BARROS/ESTADÃO CONTEÚDO
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

14/05/2021 10h56

Resumo da notícia

  • Apelo da agência é para que doses possam chegar a países mais pobres
  • Dados indicam que 2021 será mais letal que o primeiro ano da pandemia

Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, fez um apelo nesta sexta-feira para que países ricos desistam de vacinas suas crianças e adolescentes, por enquanto, e que destinem as doses para os locais mais pobres do mundo, que continuam sem imunizantes para proteger nem mesmo os médicos e enfermeiras. De acordo com a agência, 2021 caminha para ser mais letal que o primeiro ano da pandemia e que o mundo precisa acelerar a vacinação em zonas em desenvolvimento.

"Temos já 3,3 milhões de mortes e estamos no caminho de ver um segundo ano da pandemia bem mais letal que o primeiro", disse. Entre janeiro de 2020 e a primeira semana de dezembro de 2020, o mundo tinha registrado 1,4 milhão de mortes. Em cinco meses, esse número mais do que dobrou e, no Brasil, Índia e outros países, as taxas revelam que a situação no segundo ano da pandemia tem sido mais dramática e letal.

O apelo sobre a distribuição de doses vem num momento em que governos de economias desenvolvidas apontam para o início da vacinação de menores, gerando críticas por parte de entidades internacionais e grupos de direitos humanos. De acordo com Tedros, os países mais pobres do mundo receberam apenas 0,3% das vacinas até hoje produzidas.

Para ele, existe uma "distorção grosseira" na distribuição das vacinas. "Alertamos sobre o nacionalismo e estamos vendo agora os resultados", disse Tedros, que indicou que foi vacinado nesta semana. "Foi um gosto amargo", apontou,

"A vacina é triunfo da ciência e é chave para controlar a pandemia. Mas muitos profissionais de saúde não estão protegidos", disse. "Alguns governos estão vacinando crianças. Mas peço que isso seja reconsiderado e que as doses sejam entregues para a Covax", declarou o diretor, num apelo para que o mecanismo de distribuição global possa ocorrer. "Vacinar menores não é a melhor estratégia", insistiu.

De acordo com a OMS, a situação indiana "ainda é preocupante", mas a crise também é intensa em países como Nepal e Egito. Nas Américas, as mortes representam 40% de todos os óbitos e as taxas continuam elevadas.

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