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Jamil Chade

Morte de profissionais de saúde no Brasil foi 40% superior aos registros

AM - RECORDE-MORTES-COVID-19 - GERAL - Profissional do Samu aguarda atendimento com paciente com Covid-19 dentro da Ambulância na frente do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, nesta segunda-feira (11) em Manaus (AM). O hospitais da capital seguem superlotados devido ao aumento de internações de Covid-19, Manaus bateu o recorde de enterros desde o início da pandemia no último domingo, com 144 sepultamentos. 11/01/2021 - Foto: EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - EDMAR BARROS/ESTADÃO CONTEÚDO
AM - RECORDE-MORTES-COVID-19 - GERAL - Profissional do Samu aguarda atendimento com paciente com Covid-19 dentro da Ambulância na frente do Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, nesta segunda-feira (11) em Manaus (AM). O hospitais da capital seguem superlotados devido ao aumento de internações de Covid-19, Manaus bateu o recorde de enterros desde o início da pandemia no último domingo, com 144 sepultamentos. 11/01/2021 - Foto: EDMAR BARROS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Imagem: EDMAR BARROS/ESTADÃO CONTEÚDO
Jamil Chade

Jamil Chade é correspondente na Europa há duas décadas e tem seu escritório na sede da ONU em Genebra. Com passagens por mais de 70 países, o jornalista paulistano também faz parte de uma rede de especialistas no combate à corrupção da entidade Transparência Internacional, foi presidente da Associação da Imprensa Estrangeira na Suíça e contribui regularmente com veículos internacionais como BBC, CNN, CCTV, Al Jazeera, France24, La Sexta e outros. Vivendo na Suíça desde o ano 2000, Chade é autor de cinco livros, dois dos quais foram finalistas do Prêmio Jabuti. Entre os prêmios recebidos, o jornalista foi eleito duas vezes como o melhor correspondente brasileiro no exterior pela entidade Comunique-se.

Colunista do UOL

21/10/2021 09h52


Um levantamento publicado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revela que mais de 13,6 mil profissionais de saúde no Brasil morreram em decorrência da covid-19, um dos maiores números do mundo e 40% superior aos registros oficiais. Os dados estão sendo publicados nesta quinta-feira, como parte de uma campanha internacional para apelar pela proteção a médicos e enfermeiros.

De acordo com o levantamento, até 180 mil profissionais perderam a vida entre janeiro de 2020 e maio de 2021 no mundo. Com base em um amplo cruzamento de dados, a OMS constatou que a taxa de mortes pelo mundo seria muito superior aos dados oficiais e que a subnotificação atingiu todos os países.

No caso brasileiro, seriam 13,6 mil óbitos, o que coloca o país como o quarto colocado até aquele momento. Naquele momento, existiam 430 mil mortos pela covid-19 no Brasil. Mas os números da OMS são superiores aos registros oficiais no país para o setor de saúde. Naquele momento, a estimativa era de que 9,7 mil profissionais teriam perdido a vida.

O maior número de óbitos entre os profissionais de saúde ocorreu nos EUA, com 62 mil, além de 22 mil na Rússia e 14 mil no Reino Unido.

Num apelo lançado pela OMS, a entidade pressiona para que ações concretas sejam adotadas para garantir a vacinação e proteção de todo o setor de saúde. Além das mortes, milhares estariam num situação de stress inédito.

O apelo é para que o monitoramento de mortes e casos de infecções seja incrementado. Outro pedido é para que seja assegurada a vacinação desses profissionais. Até setembro de 2021, apenas dois de cada cinco profissionais de saúde no mundo tinham sido completamente imunizados.

Na África, a taxa cai para menos de 10%, enquanto nos países ricos a média supera a marca de 80%.