Líderes festejam em privado ruína dos Bolsonaro
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Fustigados por Jair Bolsonaro ao longo do ano, líderes de partidos que integram o chamado centrão celebram em privado a ruína ética do clã presidencial. Enxergam no inquérito que investiga o senador Flávio Bolsonaro uma espécie de "ritual de rebaixamento" do presidente da República.
O blog conversou com dois parlamentares da cúpula do centrão. "Estamos rindo por dentro", resumiu um deles. E o outro: "Fica mais difícil exigir ética na casa do vizinho quando a perversão escapa pelas bordas do tapete da sua casa". Ambos anteveem problemas para o governo caso Bolsonaro continue fazendo pose de "vestal".
Um ministro palaciano foi avisado de que a fase do sorriso interior tende a evoluir para um coro de "farsante" caso Bolsonaro continue atiçando a opinião pública contra o Legislativo. Mencionou-se na conversa a ameaça do presidente de vetar o fundo eleitoral de R$ 2 bilhões.
Curiosamente, Bolsonaro ensaiou um recuo na noite desta quinta-feira. Horas depois de ter reiterado o plano de vetar, alegou que o cancelamento da verba reservada para a campanha de vereadores e prefeitos pode resultar na abertura de um processo de impeachment. Os deputados se divertiram com o pretexto.
"Para deixar bem claro", disse Bolsonaro. "Nós temos uma Constituição, está lá no artigo 85 da Constituição: são crimes de responsabilidade os atos do presidente da República que atentem contra a Constituição Federal, em especial contra o exercício de direitos políticos, individuais e sociais. O Congresso pode entender que eu, ao vetar [o fundo], atentei contra este dispositivo constitucional e instalar um processo de impeachment contra mim."
Na interpretação dos líderes, Bolsonaro faz jogo de cena até na hora de recuar. O valor de R$ 2 bilhões foi proposto pelo governo, recordam os parlamentares. Bolsonaro executaria, portanto, um inusitado autoveto. Sua decisão seria revertida no plenário do Congresso, com prejuízos à já combalida imagem da instituição.
O Planalto foi alertado para o risco de transformar numa prioridade do Legislativo federal a "rachadinha" que vigorava na folha do gabinete de Flávio Bolsonaro no Legislativo estadual. A prioridade estaria mais voltada para o Conselho de Ética do que para o pedido de impeachment.
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