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Congresso empurra reformas para depois da eleição

ADRIANO MACHADO
Imagem: ADRIANO MACHADO
Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

17/03/2020 06h16

Contrariando apelos do ministro Paulo Guedes (Economia), a cúpula do Congresso não cogita votar em regime de urgência propostas de reformas estruturais. Alega-se que a prioridade agora é a aprovação de medidas emergenciais contra a crise provocada pelo coronavírus.

Nesta segunda-feira, ao anunciar um pacote anticrise que prevê a injeção de R$ 147,3 bilhões na economia, Guedes reiterou a necessidade de colocar para andar a agenda de reformas. Na concepção do ministro, os atores políticos de Brasília precisam "transformar crise em reformas".

Em privado, líderes partidários queixam-se de que a pregação do ministro da Economia não orna com o comportamento de Jair Bolsonaro, hostil ao Congresso. Rodrigo Maia, o comandante da Câmara, diz que o presidente precisa tomar a dianteira do processo de combate à crise, liderando-o.

Das 19 propostas de reforma que tramitam no Congresso, Guedes avalia que pelo menos três deveriam ser aprovadas antes do recesso parlamentar do meio do ano: privatização da Eletrobras; PEC emergencial, e a chamada Emenda Mansueto. Nada disse deve ser votado antes da eleição municipal.

Josias de Souza