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Josias de Souza

Nova CPMF vai ao freezer e pode ficar para 2021

Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

29/09/2020 04h40

Os operadores políticos do Planalto já não consideram a hipótese de votar o pedaço da reforma tributária que inclui a recriação da CPMF antes das eleições de novembro. Em privado, avaliam que a apreciação do imposto sobre transações financeiras do ministro Paulo Guedes (Economia) pode ser empurrada para 2021.

Nessa hipótese, ainda que fosse aprovada, a alíquota de 0,2% só passaria a vigorar em 2022, último ano do mandato de Bolsonaro. Pela lei, novos impostos só podem ser cobrados no ano seguinte ao de sua criação.

Na semana passada, o governo assegurava que obteria respaldo político para enviar sua reforma ao Congresso nesta segunda-feira (28). Cogitava levar a proposta a voto antes do primeiro turno das eleições municipais, marcado para 15 de novembro. Faltou combinar com os donos do voto.

"Eu disse ao Bolsonaro que, se fosse votada hoje, a proposta de Paulo Guedes seria rejeitada.", relatou um dos líderes que se reuniram com o presidente e alguns de seus ministros, entre eles o próprio Guedes. "Estamos falando de emenda constitucional. Exige 308 votos na Câmara. O governo não tem esses votos."

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL