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Josias de Souza

Bolsonaro classifica de idiotas os que se contrapõem à idiotia vacinocida

Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

17/05/2021 15h17

Dizer que Bolsonaro foi inepto não traduz adequadamente o drama sanitário que produz mortes e agrava a ruína econômica no Brasil. Na pandemia, o brasileiro observa da pior maneira possível o refinamento, o cuidado, o extremo acabamento e o custo com que o capitão coloca em prática teses idiotas.

Presidente sem comprovação científica, Bolsonaro vendeu a cloroquina como poção mágica contra a Covid. Foi como se ambicionasse não a reeleição, mas a aclamação como gênio da humanidade. Imbrochável, estimulou os "maricas" a desafiarem o vírus. Simultaneamente, implantou na Saúde uma política vacinocida.

Nesta segunda-feira, a pretexto de enaltecer o agronegócio, que "não parou" de produzir alimentos durante a pandemia, Bolsonaro disse aos devotos que foram ouvi-lo no cercadinho do Alvorada: "Tem alguns idiotas que até hoje ficam em casa".

Enviado ao Planalto como solução dos quase 58 milhões de eleitores que o elegeram, Bolsonaro especializou-se em magnificar o caos que conduz o país à marca dos 500 mil mortos por Covid. Ao ofender os brasileiros que conseguem se proteger de sua insensatez, o capitão presta inestimável serviço à ciência. Comprova que a diferença entre a genialidade e a idiotice é que a genialidade tem limites.