PUBLICIDADE
Topo

Josias de Souza

Bolsonaro usa reajuste de professor como munição para fustigar governadores

Conteúdo exclusivo para assinantes
Josias de Souza

Josias de Souza é jornalista desde 1984. Nasceu na cidade de São Paulo, em 1961. Trabalhou por 25 anos na "Folha de S.Paulo" (repórter, diretor da Sucursal de Brasília, Secretário de Redação e articulista). É coautor do livro "A História Real" (Editora Ática, 1994), que revela bastidores da elaboração do Plano Real e da primeira eleição de Fernando Henrique Cardoso à Presidência da República. Em 2011, ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo (Regional Sudeste) com a série de reportagens batizada de "Os Papéis Secretos do Exército".

Colunista do UOL

27/01/2022 12h02

Tomado pelas declarações feitas no cercadinho do Alvorada, Bolsonaro tornou-se um paladino da causa educacional. Defendeu "reajuste máximo" para o piso salarial do magistério em 2022. Coisa de 33,2%, contra os 7,5% recomendados pelo Ministério da Economia. Não se trata de uma conversão tardia à causa educacional. O capitão está apenas usando o aumento dos professores do ensino básico como arma para fustigar governadores em ano eleitoral.

Cabe a estados e municípios arcar com o grosso da folha das escolas do ensino básico. Muitos alegam não ter dinheiro. Bolsonaro sapateia sobre as arcas vazias no pressuposto de que a defesa do reajuste dos professores lhe renderá votos numa corporação hostil. No início da semana, o governo cogitava enviar ao Congresso uma medida provisória alterando as regras do teto dos professores, rebaixando-o.