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Leonardo Sakamoto

Datena afirma pela primeira vez que é pré-candidato à Presidência pelo PSL

Leonardo Sakamoto

É jornalista e doutor em Ciência Política pela Universidade de São Paulo. Cobriu conflitos armados em países como Timor Leste e Angola e violações aos direitos humanos em todos os estados brasileiros. Professor de Jornalismo na PUC-SP, foi pesquisador visitante do Departamento de Política da New School, em Nova York (2015-2016), e professor de Jornalismo na ECA-USP (2000-2002). Diretor da ONG Repórter Brasil, foi conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão (2014-2020) e comissário da Liechtenstein Initiative - Comissão Global do Setor Financeiro contra a Escravidão Moderna e o Tráfico de Seres Humanos (2018-2019). É autor de "Pequenos Contos Para Começar o Dia" (2012), "O que Aprendi Sendo Xingado na Internet" (2016), ?Escravidão Contemporânea? (2020), entre outros livros.

Colunista do UOL

09/07/2021 12h35

O jornalista José Luiz Datena afirmou, pela primeira vez, que é pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2022. Ele fez a revelação enquanto conversava com este colunista sobre a conjuntura política em seu programa diário na Rádio Bandeirantes na manhã desta sexta (9).

"Hoje eu sou pré-candidato à Presidência da República pelo PSL", afirmou. Luciano Bivar, presidente do partido, já havia dito que, se depender dele, Datena será o candidato. O apresentador filiou-se na última segunda (5).

Ele explicou que a conversão entre a pré-candidatura e a candidatura vai depender das pesquisas de intenção de voto lá na frente.

"Eu não sou um cara burro, se eu estiver perdendo de 7 a 1, que nem o Brasil da Alemanha, não dá para empatar. Mas se passar de dois dígitos de avaliação, de pesquisa científica, eu vou para o pau com os caras e não tenho medo de nenhum deles. Um cara me perguntou 'você vai ser oposição ao Bolsonaro?' . Óbvio! Se for candidato, vou ser oposição a ele, ao Lula, ao Ciro, a todo mundo", afirmou.

Datena acredita que o cenário eleitoral em 2022 não ficará na polarização entre Lula e Bolsonaro, abrindo espaço para o crescimento de outras candidaturas. "A tendência é polarização, mas não ficar nisso não", diz.

Caso a candidatura não decole, ele diz que deve sair ao Senado por São Paulo ou mesmo ao governo paulista. Confirmou, contudo, que pretende disputar algum cargo eletivo nas próximas eleições.

"Meu foco sempre foi o Senado, com perspectiva para o governo. Estou sendo muito bem avaliado na pesquisa tanto para o Senado como para o governo. Se você vai correr com o Hamilton e o Verstappen, você quer um carro competitivo para chegar perto dos caras. Se não, não adianta sair" explica. O PSL tem, ao lado do PT, as duas maiores bancadas eleitas para a Câmara os Deputados, o que garante mais tempo de rádio e TV e recursos do fundo eleitoral.

O nome de Datena ainda não aparece na pesquisa Datafolha, divulgada nesta sexta, em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge à frente nas intenções de voto no primeiro turno, com 46%. O presidente Jair Bolsonaro (que se elegeu pelo PSL, mas hoje não está em nenhum partido) tem 25%, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) 8%, o governador João Doria (PSDB), 5%, e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM), 4%.

Lula venceria Bolsonaro no segundo turno por 58% a 31%. Ciro e Doria também venceriam o atual presidente por 50% a 34% e 46% a 35%, respectivamente.