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Mauricio Stycer

REPORTAGEM

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Suspensão não impede Bolsonaro de subir vídeos privados no YouTube

Live de Bolsonaro foi derrubada pelo Facebook, Instagram e YouTube por associar vacina contra covid e Aids - Reprodução
Live de Bolsonaro foi derrubada pelo Facebook, Instagram e YouTube por associar vacina contra covid e Aids Imagem: Reprodução
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Mauricio Stycer

Mauricio Stycer é jornalista desde 1985. Repórter e crítico do UOL, colunista da Folha de S.Paulo, passou por Jornal do Brasil, Estadão, Folha, Lance!, Época, CartaCapital, Glamurama Editora e iG. É autor de "Topa Tudo por Dinheiro - As muitas faces do empresário Silvio Santos" (editora Todavia, 2018).

Colunista do UOL

26/10/2021 16h44

Um vídeo novo apareceu nesta terça-feira (26) no canal do presidente Jair Bolsonaro no YouTube. Ele mostra Bolsonaro e Rogério Marinho, ministro do Desenvolvimento Regional, anunciando o início de uma obra no Ceará.

A aparição do vídeo ocorreu após o YouTube ter suspenso, por uma semana, o direito de Bolsonaro publicar no canal. Como isso é possível? A assessoria do YouTube explica que o vídeo em questão "subiu" antes da suspensão, mas estava em caráter "privado", ou seja, não era visível para os assinantes.

Se o canal do presidente tiver outros vídeos nesta situação, ele poderá torná-los públicos mesmo durante a suspensão de uma semana.

A suspensão do canal de Bolsonaro no YouTube, que conta com 3,5 milhões de assinantes, ocorreu após a publicação do vídeo com a live que fez na última quinta-feira (21) associando a vacina contra covid e Aids - uma fake news.

Esta punição é o primeiro "aviso" que o YouTube dá ao usuário que viola a política interna pela segunda vez. Antes disso, ocorre um "alerta", sem maiores consequências.

No estágio atual, Bolsonaro não pode, durante estes sete dias, enviar vídeos, fazer transmissões ao vivo, criar ou editar playlists ou exibir um trailer, entre outras restrições.

Um segundo aviso recebido no mesmo período de 90 dias da primeira ocorrência deixa o usuário sem permissão para postar conteúdo por duas semanas.