Rogério Gentile

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Justiça condena preparador físico por racismo em jogo do Corinthians

A Justiça paulista condenou o preparador físico uruguaio Sebastián Avellino Vargas, do time Universitário, do Peru, por crime de racismo.

Durante uma partida no mês de julho, pela Copa Sul-Americana, em São Paulo, Vargas fez gestos racistas em direção à torcida do Corinthians. Ele foi preso em flagrante após imitar um macaco.

Vargas foi condenado a uma pena de dois anos de reclusão, mas a punição foi substituída pelo pagamento de dois salários-mínimos a uma instituição social.

O juiz Antonio Maria Patiño Zorz levou em conta na decisão que o gesto foi feito em contexto de provocação, após ser ofendido, e não aplicou uma pena mais grave como solicitava o Ministério Público.

"O vídeo juntado aos autos mostra nitidamente o réu gesticulando e imitando o animal macaco para a torcida, caracterizando conduta discriminatória e racista", declarou na sentença.

O preparador físico ainda pode recorrer.

Na defesa apresentada à Justiça, ele negou a acusação. Disse que nunca tratou pessoas negras de forma discriminatória. Segundo ele, os gestos não foram para a torcida do Corinthians, mas para alguns poucos torcedores que haviam ofendido e xingado a comissão técnica do Universitário.

Afirmou que os profissionais de sua equipe foram chamados de "índios" e "peruanos de mierda".

Disse que nunca havia visto tantos torcedores ofendendo uma raça e que isso o deixou "consternado". Declarou ainda que os seus gestos foram para pessoas brancas que estavam praticando as ofensas.

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