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Para líder do governo, reforma no primeiro ano atingiu imagem do presidente

Entrevista Eduardo Gomes, líder do governo no Congresso - Kleyton Amorim/UOL
Entrevista Eduardo Gomes, líder do governo no Congresso Imagem: Kleyton Amorim/UOL
Tales Faria

Tales Faria largou o curso de física para se formar em jornalismo pela UFRJ em 1983. Foi vice-presidente, publisher, editor, colunista e repórter de alguns dos mais importantes veículos de comunicação do país. Desde 1991 cobre os bastidores do poder em Brasília. É coautor do livro vencedor do Prêmio Jabuti 1993 na categoria Reportagem, ?Todos os Sócios do Presidente?, sobre o processo de impeachment de Fernando Collor de Mello. Participou, na Folha de S.Paulo, da equipe que em 1986 revelou o Buraco de Serra do Cachimbo, planejado pela ditadura militar para testes nucleares.

Colunista do UOL

08/12/2019 14h50Atualizada em 08/12/2019 17h26

A votação da reforma da Previdência no primeiro ano de governo é a principal responsável pela baixa popularidade do presidente Jair Bolsonaro.

É o que afirma o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO).

Segundo a pesquisa Datafolha divulgada neste domingo, com 30% de aprovação, Bolsonaro chega ao fim do primeiro ano de governo com avaliação pior, no mesmo período, que os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (41%), Luiz Inácio Lula da Silva (42%) e Dilma Rousseff (59%).

Somente Michel Temer e Itamar Franco chegaram ao final do primeiro ano com maior desaprovação do que Bolsonaro.

"É preciso levar em conta que FHC, Lula e Dilma, nenhum deles, concluiu a reforma da Previdência no seu primeiro ano de governo", disse Eduardo Gomes ao UOL.

O líder governista acrescenta que a reforma foi aprovada mesmo com Bolsonaro tendo decidido não montar um governo de coalizão:

"Todos os outros, sem exceção, decidiram pela modalidade de governo de coalizão, com alinhamento muito maior dos partidos da base. Tudo indica que há ainda muito a fazer mas a parte mais difícil já foi."

Eduardo Gomes acredita que, daqui para a frente, a popularidade do presidente tende a crescer. O senador diz que a própria pesquisa Datafolha aponta essa possibilidade.

"Prova disso é a melhor avaliação dessa equipe econômica do Bolsonaro. Com a economia se acertando a tendência é a aprovação se estender a todo o governo", afirma.