PUBLICIDADE
Topo

Thaís Oyama

O celular de Gustavo Bebianno já está no Brasil

Bebianno e Bolsonaro: o ex-ministro e ex-aliado de primeira hora arquivou um ano e meio de conversas com o ex-capitão - Fátima Meira/Futura Press/Folhapress
Bebianno e Bolsonaro: o ex-ministro e ex-aliado de primeira hora arquivou um ano e meio de conversas com o ex-capitão Imagem: Fátima Meira/Futura Press/Folhapress
Thaís Oyama

Thaís Oyama é comentarista política da rádio Jovem Pan. Foi repórter, editora e redatora-chefe da revista VEJA, com passagens pela sucursal de Brasília da TV Globo, pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S Paulo, entre outros veículos. É autora de "Tormenta - O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos" (Companhia das Letras, 2020) e de "A arte de entrevistar bem" (Contexto, 2008).

Colunista do UOL

21/06/2020 11h04

O telefone celular em que Gustavo Bebianno registrou um ano e meio de conversas com Jair Bolsonaro retornou ao Brasil e está "muito bem guardado", afirmou um amigo do ex-ministro morto por infarto em março deste ano.

O aparelho estava nos Estados Unidos aos cuidados da irmã de Bebianno. Em entrevista dada três meses antes de morrer ao programa 3 em 1, da Jovem Pan, o ex-aliado de primeira hora de Bolsonaro, mais tarde transformado em inimigo pelo presidente e sua família, revelou ter guardado "um material, inclusive fora do Brasil" para o caso de algo lhe acontecer.

Depois de seu rompimento com Bolsonaro, Bebianno chegou a deletar o conteúdo do celular, segundo esse amigo, "num acesso de raiva". Mais tarde, arrependeu-se e conseguiu restaurar os diálogos — a maioria em forma de áudio por Whatsapp.

Uma pessoa que conhece o teor das conversas afirma não ter identificado nelas indícios de crimes. Mas diz considerar que a revelação dos diálogos seria "destruidora" para o presidente. "Há lá questões morais muito pesadas".

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.