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Thaís Oyama

REPORTAGEM

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Paulo Guedes já topou o coronavoucher, mas quer reformas em troca

Paulo Guedes, ao lado do chefe: sinal verde para o coronavoucher. Pautas sobre costumes devem ir para o fim da fila - Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo
Paulo Guedes, ao lado do chefe: sinal verde para o coronavoucher. Pautas sobre costumes devem ir para o fim da fila Imagem: Mateus Bonomi/Estadão Conteúdo
Thaís Oyama

Thaís Oyama é comentarista política. Foi repórter, editora e redatora-chefe da revista VEJA, com passagens pela sucursal de Brasília da TV Globo, pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S Paulo, entre outros veículos. É autora de "Tormenta - O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos" (Companhia das Letras, 2020) e de "A arte de entrevistar bem" (Contexto, 2008).

03/02/2021 11h00

A prioridade dos novos presidentes do Congresso é o coronavoucher, conhecido também como auxílio emergencial.

A do governo é a reforma administrativa. Uma coisa não colide com a outra, pelo contrário.

Segundo uma fonte do Palácio do Planalto, o ministro Paulo Guedes já topou estender o auxílio iniciado com pandemia do coronavírus, desde que:

1) o teto de gastos seja mantido — ou seja, que o recurso saia da abertura de crédito extraordinário, como no caso do dinheiro para compra das vacinas;

2) o Congresso destrave as reformas, em especial a administrativa.

O governo acredita que a simples sinalização de que as reformas andarão será suficiente para reanimar o mercado.

A retomada do crescimento econômico e a superação da pandemia, por meio da vacinação em massa, compõem o norte que une o Legislativo e o Executivo.

Nesse contexto, o presidente Jair Bolsonaro foi convencido a deixar para o fim do ano, ou mesmo o início do ano que vem, as votações de pautas de costumes com que pretendia agradar seu eleitorado.