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Thaís Oyama

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Alto índice de rejeição é ducha de água fria para Moro

Thaís Oyama

Thaís Oyama é comentarista política. Foi repórter, editora e redatora-chefe da revista VEJA, com passagens pela sucursal de Brasília da TV Globo, pelos jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S Paulo, entre outros veículos. É autora de "Tormenta - O governo Bolsonaro: crises, intrigas e segredos" (Companhia das Letras, 2020) e de "A arte de entrevistar bem" (Contexto, 2008).

Colunista do UOL

08/12/2021 10h27

A pesquisa da Quaest traz boas notícias para Lula, alívio para Jair Bolsonaro e uma ducha de água fria para Sergio Moro.

Lula é, entre os candidatos, o que mais tem motivos para comemorar. Segundo a Quaest, se a eleição fosse hoje, o petista ganharia no segundo turno em todos os cenários propostos. Bolsonaro ficou mais ou menos na mesma na pesquisa, mas a estabilidade, para o presidente, a essa altura já é grande coisa. Sua aprovação oscilou para cima e a desaprovação diminuiu fora da margem de erro.

Já Sergio Moro não devia esperar por essa.

Um mês depois de anunciar sua entrada na disputa pelo Planalto, o ex-juiz, segundo a Quaest, está praticamente onde estava antes de se declarar candidato. No melhor cenário da pesquisa, ele tem 11% das intenções de votos — apenas três pontos percentuais a mais do que tinha no último levantamento da consultoria e ainda a 13 pontos percentuais de distância de Bolsonaro, o segundo colocado.

Pior: de acordo com a a Quaest, o ex-juiz da Lava Jato tem astronômicos 61% de rejeição. O índice coloca Moro tecnicamente empatado com Bolsonaro no ranking dos candidatos em quem os eleitores dizem que "conhecem e não votariam".

Pesquisas que vêm sendo conduzidas por outros institutos e equipes de candidatos estão em linha com o levantamento da Quaest. Uma delas, em que a popularidade do ex-juiz também não se move (apenas oscila para cima em relação a novembro), embute um dado importante: o índice de rejeição de Moro, embora não tão alto quanto o da Quaest, está concentrado na região Sudeste, o maior colégio eleitoral do país, sem o qual candidato nenhum tem chances.