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Uma iniciativa do UOL para checagem e esclarecimento de fatos


Jean Wyllys não transferiu R$ 50 mil à defesa de homem que atacou Bolsonaro

Arte UOL/Mauro Pimentel/AFP
Imagem: Arte UOL/Mauro Pimentel/AFP

Lucas Borges Teixeira

Colaboração para o UOL, em São Paulo

14/02/2019 04h01

Uma mensagem que circula pelas redes sociais acusa o ex-deputado federal Jean Wyllys (PSOL) de estar envolvido na tentativa de assassinato do presidente Jair Bolsonaro (PSL), então candidato, em setembro de 2018.

MPF [Ministério Público Federal] identificou repasse bancário de R$ 50 mil de Jean Wyllys ao advogado do esfaqueador de Bolsonaro.

FALSO: Jean Wyllys não pagou advogados de Adélio Bispo

Não há registros de que o ex-deputado, que renunciou ao cargo no final de janeiro, tenha qualquer relação com a defesa de Adélio Bispo, o homem que atacou o presidente quando ele ainda era candidato. O MPF diz não ter investigação sobre isso e tanto os advogados do acusado quanto o partido de Wyllys negaram a informação.

O MPF de Minas Gerais, responsável pela investigação da tentativa de assassinato, disse ao UOL já ter desmentido correntes falsas sobre o suposto envolvimento de Wyllys com o caso.

Já a PGR (Procuradoria Geral da República), braço do MPF que cuidaria da investigação de pessoas com foro privilegiado, caso de Wyllys até o dia 31 de janeiro, afirmou à reportagem que "não consta nenhuma investigação aberta tratando deste objeto".

Ao UOL, o advogado Pedro Augusto de Lima Felipe e Possa, que compõe o grupo de defesa de Adélio Bispo, classificou a corrente como "fake news".
"É mais uma [notícia falsa] entre tantas, ", afirma o advogado. "O caso não tem nada a ver com Jean Wyllys. Nunca conversei com ele e muito menos o encontrei pessoalmente."

Possa faz parte de um grupo de quatro advogados, junto a Daniel Magalhães Bastos, Fernando Costa Oliveira e Zanone Manuel de Oliveira, que decidiram defender Bispo.  À BBC, Zanone afirmou pegar o caso por "estratégia de marketing".

O PSOL também desmentiu a informação. Por meio de nota, o partido afirmou que há uma "propagação criminosa, em redes sociais, de mentiras e discursos de ódio contra Jean Wyllys, após a sua decisão de sair do país por conta das diversas ameaças que vem sofrendo há anos".

À reportagem, a Polícia Federal, responsável pela investigação, afirmou que não comenta inquéritos em curso. No final de setembro de 2018, cerca de 20 dias depois do ataque, o órgão divulgou concluir que Adélio teria agido sozinho.


 

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