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Imagens de câmeras indicam que filho pode ter levado carro de PMs assassinados em SP

Do UOL, em São Paulo

06/08/2013 12h24Atualizada em 06/08/2013 13h26

O comandante-geral da Polícia Militar do Estado de São Paulo, coronel Benedito Roberto Meira, disse em entrevista nesta terça-feira (6) que o carro de um dos policiais militares mortos na zona norte da capital paulista nessa segunda-feira (5) pode ter sido estacionado pelo próprio filho de 13 anos do casal --até agora, único suspeito do crime.

O carro da cabo Andreia Regina Bovo Pesseghini, mulher do sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, foi encontrado próximo ao colégio em que estudava o filho do casal, Marcelo Eduardo Bovo Pesseghini, 13, na Freguesia do Ó, também na zona norte.

A suspeita da polícia é que o adolescente, após cometer o crime, tenha ido ao colégio e depois cometido suicídio. Além dos policiais, também foram mortas a mãe da policial, Benedita de Oliveira Bovo, 65, e a tia da PM, Bernadete Oliveira da Silva, 55.

Em entrevista ao "SPTV", da Rede Globo, Meira disse que imagens câmeras de segurança capturadas próximo ao colégio onde o menino estudava mostram uma pessoa estacionando o veículo à 1h15 de ontem e, às 6h15, “descendo e colocando uma mochila nas costas e caminhando em direção à escola”.

"Isso nos leva a concluir que pode ser o garoto [que estacionou ou deixou o veículo]", disse o comandante da PM. “Mas ainda não temos certeza”, ressalvou.

De acordo com o comandante, todos os tiros que mataram as cinco pessoas partiram de uma mesma arma --no caso, a pistola .40 da cabo assassinada e encontrada debaixo do corpo do garoto. Um revolver calibre 32 encontrado em uma mochila não foi utilizado, segundo Meira.

No DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), testemunhas já começaram a ser ouvidas. Uma delas é o pai de colega que teria dado uma carona a Marcelo ao pegar o filho na escola, ontem, no começo da tarde. Ao deixar o adolescente na casa dos PMs, Marcelo teria pedido que não buzinasse, pois o pai estaria dormindo.

“Isso que nos intriga: o tenente [que trabalhava com a policial] que foi ao local [do crime] chamar a cabo [por estranhar a ausência dela ao serviço] disse que o Marcelo era um menino dócil, agradável. E que inclusive sofria de diabetes e de uma doença no pulmão”, completou o comandante.

Chacina deixa cinco mortos

O casal de policiais militares Luís Marcelo Andreia e o filho deles foram mortos a tiros na Brasilândia, zona norte de São Paulo. Luís Marcelo era sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), tropa de elite da polícia paulista.

Além dos três, mais duas parentes também foram mortas. Elas foram encontradas em outra casa que fica no mesmo quintal, em um mesmo quarto, porém em camas separadas.

Os corpos das vítimas foram encontrados na tarde de segunda-feira. A polícia foi até a casa das vítimas depois de ter estranhado a ausência da policial no serviço. O sargento da Rota estaria de folga, e colegas de trabalho de um "bico" que ele fazia também estranharam a ausência.

O boletim de ocorrência do caso registra que uma testemunha que trabalhava com Andreia e morava perto das vítimas ligou para a polícia ao perceber que uma das casas estava fechada às 14h e aberta às 18h, com luzes acesas, sem que ninguém respondesse aos chamados. O sargento estava havia mais de 15 anos na Rota.

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