Topo

Suspeitos de lançar rojão no Rio são indiciados por homicídio doloso

Do UOL, em São Paulo

14/02/2014 18h48

O delegado Maurício Luciano, da 17ª DP (São Cristóvão), chegou às 16h desta sexta-feira (14) à sede do Ministério Público do Rio de Janeiro para entregar à promotora Vera Regina de Almeida o inquérito que apurou a morte do cinegrafista da TV Bandeirantes Santiago Andrade, 49.

O delegado indiciou o tatuador Fábio Raposo e o auxiliar de serviços gerais Caio Silva de Souza, ambos de 22 anos, pelos crimes de explosão e homicídio doloso (com intenção de matar), qualificado por uso de artefato explosivo.

Se condenados, cada um pode pegar até 35 anos de prisão. O delegado também requereu a conversão da prisão temporária por 30 dias de ambos para prisão preventiva, a fim de que os dois permaneçam presos até o julgamento.

Como os indiciados estão presos, a promotora tem prazo de cinco dias para analisar o inquérito e decidir se oferece denúncia à Justiça ou se devolve o inquérito à Polícia Civil requerendo novas diligências.

Em entrevista à Folha, o advogado dos dois suspeitos, Jonas Tadeu, afirmou que Caio foi coagido pela polícia a depor na prisão e disse que vai pedir apoio ao Ministério Público do Estado do Rio para incluir a suposta ação irregular no processo. "Foi coagido psicologicamente a falar na calada da noite, de madrugada", acrescentou.

Tadeu disse ainda que o direito constitucional do silêncio foi violado pela polícia e que pedirá habeas corpus e a anulação do inquérito nos próximos dias. "Vou entrar com habeas corpus para imediata soltura e anulação deste depoimento do Caio", afirmou. (Com Estadão Conteúdo)

Veja o momento em que o cinegrafista é atingido por bomba