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Delegado pede prisão preventiva de suspeitos de morte de cinegrafista

Do UOL, em São Paulo

14/02/2014 11h27Atualizada em 14/02/2014 19h01

O delegado titular da 17ª DP (São Cristóvão), Maurício Luciano, pediu no inquérito que investiga a morte do cinegrafista da "TV Bandeirantes" Santiago Ilídio Andrade a conversão da prisão temporária para preventiva dos suspeitos Fabio Raposo, 22, e Caio Silva de Souza, 22.

Luciano entregou o inquérito sobre a morte do cinegrafista à 8ª Promotoria de Investigação Penal do Ministério Público, nesta sexta-feira (14), por volta de 15h. Raposo e Souza foram indiciados por homicídio doloso qualificado pelo uso de artefato explosivo, e pelo crime de explosão.

A prisão temporária tem duração de tempo definida e existe para que se possa coletar provas necessárias contra o suspeito e que ajudem na investigação. A preventiva é pedida quando já há indícios que conectem o suspeito ao crime, para proteger o inquérito ou processo, a ordem pública ou econômica, ou a aplicação da lei, e não há prazo para que ele seja posto em liberdade.

Responsável pelas investigações, o delegado afirmou na tarde de quinta-feira (13) que um colega de trabalho de Souza disse ter recebido uma ligação dele no dia 6 de fevereiro, após a manifestação. "Ele falou que o Caio ligou pra ele por volta das 19h, ofegante, dizendo que matou uma pessoa", contou o delegado.

A testemunha, que depôs oficialmente hoje, teve sua identidade preservada. Segundo o delegado, esse é um dos indícios mais evidentes da culpabilidade dos suspeitos. "A importância desta relato é evidente, não tem o que discutir", disse o delegado, ressaltando ainda que a questão sobre quem acendeu o rojão não é relevante para a investigação, já que os dois respondem pelos mesmos crimes: homicídio qualificado pelo uso de artefato explosivo e explosão.

O advogado Jonas Tadeu Nunes, que defende os dois acusados, sustenta a tese de que Caio e Raposo agiram juntos e, portanto, devem responder juntos ao processo, com a mesma defesa. Caio, porém, acusou Raposo de ter acendido o rojão que atingiu o cinegrafista.

Na manhã de quinta-feira, Nunes disse ter sido surpreendido pelo depoimento de Caio à polícia, na noite de quarta-feira (12), e deverá pedir à Justiça habeas corpus do cliente, por ter falado à polícia sem a presença do advogado.

"Se começar a haver colisão entre eles, então fica difícil de exercer a defesa que eu quero. Eu tenho elementos para poder descaracterizar o enquadramento da autoridade policial, (...) mas esses elementos só são úteis se eles ficarem juntos", disse Nunes em entrevista à rádio "CBN".

O advogado se referia ao depoimento de Caio, no qual afirmou que o tatuador foi quem acendeu o rojão que atingiu o rosto de Santiago. Ele diz ter apenas segurado o explosivo e colocado no chão.

As informações são do jornal "Extra", que teve acesso ao depoimento dado por Souza a policiais da 17ª DP (São Cristóvão), no Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste do Rio, onde ele está preso.

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