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Sem acordo, motoristas de ônibus decidem por greve de 48 horas no Rio

Motoristas e cobradores que operam linhas de ônibus na capital fluminense fazem protesto na Alerj - Néstor J. Beremblum/Brazil Photo Press/Agência O Globo
Motoristas e cobradores que operam linhas de ônibus na capital fluminense fazem protesto na Alerj Imagem: Néstor J. Beremblum/Brazil Photo Press/Agência O Globo

Do UOL, no Rio

12/05/2014 17h27Atualizada em 12/05/2014 18h59

O impasse envolvendo as empresas que operam linhas de ônibus na capital fluminense e os rodoviários terá um novo capítulo a partir da 0h desta terça-feira (13). Em assembleia realizada na porta do TRT (Tribunal Regional do Trabalho), depois de uma audiência de conciliação que terminou sem acordo, nesta segunda (12), motoristas e cobradores decidiram por uma nova greve da categoria. Dessa vez, a paralisação será de 48 horas.

Segundo relatos de rodoviários em redes sociais, os trabalhadores devem adotar a mesma tática utilizada em São Paulo: retirar os carros das garagens das empresas e estacioná-los nas ruas, sem embarque ou desembarque de passageiros. Cerca de 1,8 milhão de pessoas utilizam diariamente os ônibus municipais do Rio.

Plano de contingência

A Prefeitura do Rio divulgou nota na qual informa que desenvolveu um plano de contingência para minimizar os impactos da paralisação. Além do reforço em metrô, trens e barcas, a Polícia Militar deve garantir a segurança na saída das garagens dos quatro consórcios, nas estações do BRT Transoeste e nos terminais de ônibus.

Na SuperVia, a operação de horário de pico será antecipada em uma hora e meia e deve começar às 4h30. O horário de pico da tarde também será prolongado, de acordo com a demanda. No metrô, o horário de pico começará uma hora antes, às 5h30, também com prolongamento à tarde. Já a operação das barcas começará às 6h30, meia hora antes.

Negociação

De acordo com a assessoria de comunicação do TRT, a ação movida pelo sindicato patronal, o Rio Ônibus, será encaminhada ao Sedic (Sessão Especializada em Dissídio Coletivo). Os grevistas terão cinco dias, contados a partir desta terça, para apresentar os seus argumentos. As empresas, por sua vez, terão o mesmo prazo. Passada a fase de argumentação, o MPT (Ministério Público do Trabalho) terá 48 horas para emitir um parecer favorável ou contrário ao movimento grevista.

Na segunda fase do trâmite judicial, será sorte o desembargador-relator que deverá receber a ação. A partir disso, o TRT poderá marcar a data do julgamento. "Tentamos intermediar um acordo, mas as partes estavam irredutíveis e o clima, muito acirrado", afirmou a procuradora do Trabalho Débora da Silva Félix.

Na semana passada, uma paralisação de 24 horas provocou uma série de transtornos para os usuários do transporte público na capital fluminense. Segundo balanço divulgado pelo Rio Ônibus, 531 veículos foram depredados em diversos pontos da cidade.

Os trabalhadores reivindicam aumento salarial de 40% (e não os 10% acordados entre o sindicato da categoria e as empresas de ônibus), o fim da dupla função e reajuste no valor da cesta básica –de R$ 150 para R$ 400.

Engenheiros também paralisam

Na última terça (6), engenheiros, arquitetos e geólogos da Prefeitura do Rio decidiram paralisar as atividades por três dias: terça (13), quarta (14) e quinta-feira (15). Cerca de 800 pessoas participaram da votação. As categorias reivindicam melhorias salariais. O presidente da Seaerj (Sociedade dos Engenheiros e Arquitetos do Estado do Rio de Janeiro), Joelson Zuchen, informou que os salários da prefeitura estão com defasagem de cerca de 70% em relação ao mercado, o que provoca a evasão de profissionais e a não reposição do quadro.

"Hoje, um engenheiro entra na prefeitura com salário de aproximadamente R$ 4.000 líquidos, muito abaixo do mercado. Muitos abandonam o cargo  após conseguirem um emprego melhor e alguns nem sequer tomam posse", explicou ele. "Queremos o salário inicial que está sendo oferecido em outros concursos, em torno de R$ 8.000." (Com Estadão Conteúdo)

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