PUBLICIDADE
Topo

Cotidiano

Greve do Metrô de SP é suspensa, mas pode ser retomada na abertura da Copa

Guilherme Balza

DO UOL, em São Paulo

09/06/2014 21h06Atualizada em 10/06/2014 10h47

Em assembleia realizada no início da noite desta segunda-feira (9), o sindicato dos metroviários de São Paulo decidiu suspender a greve iniciada na última quinta-feira (5) até o dia 11, quarta-feira. A categoria fará uma assembleia na quarta-feira para decidir os rumos da mobilização. Com a decisão, a greve pode ser retomada no dia da abertura da Copa do Mundo no Brasil, com um jogo no Itaquerão.

Apesar de a categoria ter decidido pela volta imediata ao trabalho, as estações que estão fechadas não serão abertas, o que deve ocorrer somente nesta terça-feira (10), às 4h40. 

A assembleia aconteceu após uma reunião entre o sindicato dos metroviários de São Paulo e o secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes, na Superintendência Regional do Trabalho, que terminou sem acordo com a recusa do governo do Estado em readmitir os funcionários dispensados do Metrô após a greve ser considerada abusiva

O presidente da Federação Nacional dos Metroviários, Paulo Pasin, afirmou nesta segunda-feira que os grevistas do metrô de São Paulo estavam dispostos a aceitar o reajuste de 8,7% imposto pela Justiça do Trabalho no último domingo (8), mas os metroviários exigem que a demissão de 42 grevistas seja anulada. 

A proposta vencedora na assembleia não foi a da atual diretoria do sindicato, que queria a continuidade da greve.

"Espero que essa inclinação [de volta ao trabalho] sensibilize o governador a rever as 42 demissões", afirmou o presidente do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Altino de Melo Prazeres.

O encontro dos metroviários foi tenso, com discussões e princípio de confusão antes do começo da votação. Servidores demitidos estavam entre os participantes da assembleia. Alguns trabalhadores choraram com a decisão de suspender a greve. 

"Estão atacando o nosso direito de lutar, de fazer greve. O que está em jogo não é nem o meu emprego e dos companheiros. É a moralização da nossa categoria, nosso direito de lutar", afirmou a metroviária Camila Lisboa, que disse ter sido demitida pelo governo.

"Conversei com os companheiros e notei o cansaço na cara deles. No dia 11, vamos fazer uma assembleia e essa categoria vai parar se os companheiros demitidos não voltarem", afirmou Dagnaldo Gonçalves, que defendeu a suspensão da paralisação.

Raio-X dos Metroviários

  • 9.475 funcionários

    3.136 operadores, 1.206 manutenção, 1.147 seguranças, 1.016 técnicos

  • Piso

    R$ 1.323,55

  • Orçamento do sindicato

    R$ 5,5 milhões/ano

  • Data-base

    1º de maio

Negociações

  • Reivindicação dos metroviários

    12,2%, reivindicação anterior era de 16,5%

  • Proposta do governo do Estado

    8,7%, proposta anterior era de 7,8%

  • Decisão da Justiça

    8,7% foi o percentual decidido pelo TRT

  • Último reajuste concedido

    8%, ante INPC de 7,2%, no ano passado

Histórico de greves no metrô

  • 23.mai.2012

  • 2 e 3.ago.2007

  • 14.jun.2007

  • 15.ago.2006

  • 17 e 18.jun.2003

  • 25 e 26.jun.2001

  • 2.jun.2000

  • 9.dez.1999

  • 24.nov.1999

Cotidiano