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Mais dois corpos vítimas da tragédia de Mariana (MG) são identificados

Um quadro retratando a Santa Ceia ficou para trás, parcialmente enterrado pela lama que atingiu uma casa no distrito de Paracatu, em Mariana (MG) - Carlos Eduardo Cherem/UOL
Um quadro retratando a Santa Ceia ficou para trás, parcialmente enterrado pela lama que atingiu uma casa no distrito de Paracatu, em Mariana (MG) Imagem: Carlos Eduardo Cherem/UOL

Rayder Bragon

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte

27/11/2015 19h32

Os corpos de Ednaldo Oliveira de Assis, 40, e Daniel Altamiro de Carvalho, 53, funcionários de uma empresa terceirizada da Samarco, foram reconhecidos nesta sexta-feira (27). Com essa identificação, o rompimento da barragem de Fundão, no dia 5 deste mês, em Mariana (MG), passa a ter 11 óbitos.

Conforme informação do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, o corpo de Assis havia sido encontrado no dia 10 deste mês. Já o de Carvalho foi localizado no dia 15. Ambos estavam no Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte.

Outros dois corpos aguardam identificação, e oito pessoas, sendo cinco funcionários e três moradores do subdistrito de Bento Rodrigues, seguem desaparecidos.

Presidente da Samarco depõe

Na manhã desta sexta-feira, o diretor-presidente da Samarco, Ricardo Vescovi, prestou depoimento na Delegacia Especializada de Crimes contra o Meio Ambiente, em Belo Horizonte.

Ele foi interrogado pelo delegado Aloísio Daniel Fagundes, que não revelou o conteúdo do interrogatório.

“Conseguimos visualizar melhor o organograma e entender as responsabilidades de cada área, o que vai nos direcionar melhor para a busca de outras informações daqui para frente”, limitou-se a dizer o delegado, por meio da assessoria da polícia.

Na parte da tarde, a bióloga Daviely Rodrigues Silva, gerente de Geotecnica e Hidrogeologia da Samarco, foi ouvida na delegacia. O teor também não foi externado.
Até o momento, onze pessoas foram ouvidas no âmbito do inquérito que investiga o caso. A polícia adiantou que ao menos 60 pessoas serão interrogadas até o fim deste ano. O inquérito já soma 160 páginas.

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