Maioria dos presos mortos no AM respondia por roubo ou homicídio

Fabiana Maranhão

Do UOL, em São Paulo

  • Xinhua/A Crítica - 2.jan.2017

    Detentos atearam fogo no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus, durante rebelião que durou 17 horas entre os dias 1º e 2 deste mês

    Detentos atearam fogo no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus, durante rebelião que durou 17 horas entre os dias 1º e 2 deste mês

Quase 70% dos presos mortos durante rebeliões ocorridas em unidades carcerárias no Amazonas na última semana respondiam pelos crimes de roubo ou homicídio, segundo informações fornecidas nesta segunda-feira (9) pela SSP (Secretaria de Segurança Pública) do Estado.

Cerca de 40% de 61 detentos assassinados (24) eram suspeitos pelo crime de roubo. Outros 30% (18) respondiam por homicídio, e 18% (11) estavam presos por tráfico de drogas. Também havia suspeitos por estupro, latrocínio (roubo seguido de morte), furto, porte ilegal de arma, receptação e uso de documento falso (17). Entre os mortos, nove detentos respondiam por mais de um crime.

A SSP divulgou os nomes e os crimes pelos quais eram suspeitos de 61 dos 64 detentos que foram assassinados em três presídios amazonenses desde o começo deste ano. "Alguns corpos ainda não foram liberados para as famílias, por isso os nomes não constam na lista", justificou a SSP em nota.

Mortes em presídios do AM

Entre os dias 1º e 2 deste mês, 56 encarcerados foram mortos no Compaj (Complexo Penitenciário Anísio Jobim), em Manaus, e mais quatro na UPP (Unidade Prisional do Puraquequara), também na capital do Amazonas.

Na madrugada desse domingo (8), outros quatro presos morreram na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, localizada no centro de Manaus.

Foi para essa unidade que foram transferidos, durante a semana passada, cerca de 280 detentos após as mortes no Compaj. A cadeia tinha sido desativada há três meses por falta de estrutura e segurança, mas foi reaberta para receber detentos.

Depois dessas novas mortes, 20 presidiários foram transferidos hoje, por determinação da Justiça, da cadeia para um presídio em Itacoatiara (a 270 km de Manaus).

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