Pezão atribui violência à crise econômica do país: "estamos pagando o preço"

Do UOL, em São Paulo

O governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), atribuiu a violência e a criminalidade registradas no Estado ao momento econômico brasileiro.

Nesta sexta-feira (22), o Exército entrou na favela da Rocinha, após seis dias de tiroteios entre facções rivais e terror entre os moradores.

Em entrevista à Globo News nesta noite, Pezão afirmou que a crise reduziu os investimentos sociais do Estado em áreas vulneráveis.

"É um momento difícil da economia. Estamos vivendo a maior crise brasileiro. Estamos pagando o preço por esse decréscimo", disse.

Pezão também afirmou que espera colocar 3.000 policiais na rua com a assinatura do plano de recuperação fiscal do Rio e por meio do pagamento do RAS (Regime Adicional de Serviço). "A primeira medida que vamos assinar é comprar essas horas dos policiais", reforçou.

O governador disse ainda que na próxima semana o presidente Michel Temer deve ir ao Estado para anunciar investimentos de quase R$ 300 milhões em áreas sociais.

Mais cedo, no Twitter, Pezão escreveu que o governo não vai recuar em suas ações de pacificação na Rocinha.

"Não vamos recuar na Rocinha! Vamos continuar avançando com o Bope e o Choque em conjunto com as Forças Armadas. Gabinete de crise montado", postou. "Tivemos sucesso na operação ontem, com grande apreensão de armas e drogas. Nossa expectativa é de novas prisões e apreensões".

Não é "guerra"

No começo da noite, o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Roberto Sá, afirmou que a operação das forças de segurança na Rocinha, com apoio de 950 homens das Forças Armadas, "não tem hora para acabar". "Estaremos lá por tempo indeterminado", afirmou ele, após reunião de seis com a chefia o Estado Maior das Forças Armadas.

Questionado, Sá negou que o Rio de Janeiro, que registrou tiroteios em ao menos sete comunidades nesta sexta, esteja "em guerra". O secretário também negou que os conflitos em outras regiões da cidade tenham sido orquestrados.

Após a entrada dos blindados e do grande efetivo do Exército na favela, dezenas de moradores passaram a voltar para a comunidade. Eles aguardavam o início da ação militar no acesso pela Estrada da Gávea.

A rota foi bloqueada pelas forças de segurança e liberada somente após a passagem do comboio. Aqueles que se arriscaram foram obrigados a subir a pé, pois a Polícia Militar vetou a circulação de motoboys pelas ruas da comunidade.

Com gradil e veículos da PM, as forças de segurança montaram um bloqueio logo na subida da Rocinha, onde todos os veículos são parados para identificação. Os carros não estão sendo impedidos de subir, inclusive táxis. A orientação, no entanto, é que os motoristas evitem a região por conta da possibilidade de tiroteios.

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