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Falta de luz e segurança levam Defesa Civil a suspender retirada de avião

Newton Menezes/Estadão Conteúdo
Imagem: Newton Menezes/Estadão Conteúdo

Eduardo Lucizano e Guilherme Mazieiro

Do UOL e colaboração para o UOL, em São Paulo

30/11/2018 21h59

A Defesa Civil suspendeu os trabalhos para retirada do avião de pequeno porte Cessna C-210 que caiu na zona norte de São Paulo, nesta sexta-feira (30), pouco depois de decolar do aeroporto Campo de Marte. Duas pessoas morreram e 13 ficaram feridas, segundo o Corpo de Bombeiros, após a aeronave cair e atingir três casas, além de carros e caminhões que transitavam pela região.

Ao anunciar a suspensão, os técnicos avaliaram que a falta de luminosidade pode colocar em risco a segurança dos funcionários. Os trabalhos devem ser retomados por volta das 7h deste sábado (1).

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Isso porque sem luz não é possível monitorar a movimentação da estrutura das casas em que está preso o avião. Funcionários da Defesa Civil retiraram cabos que impediam a circulação das casas não atingidas.

"O imóvel que foi diretamente atingido pode ter comprometimento parcial da estrutura durante a retirada da aeronave. Por isso vamos retomar amanhã (sábado) para fazer o monitoramento e a retirada da forma mais segura possível", disse Edson Ramos, coordenador executivo da Defesa Civil.

A Eletropaulo faz adequações na rede elétrica para deixar apenas os imóveis próximos ao acidente sem energia elétrica. Além disso, três casas atingidas pela aeronave continuam interditadas pelas autoridades.

Durante a noite e madrugada, homens da Polícia Militar farão a proteção e isolamento da rua Antônio Nascimento Moura, local do acidente.

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