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Testemunhas relatam ferido com "braço em chamas" após queda de avião em SP

Gilvan Marques

Do UOL, em São Paulo

30/11/2018 17h30

Testemunhas que estavam próximas ao local onde uma aeronave de pequeno porte caiu nesta sexta-feira (30) no Campo de Marte, na zona norte de São Paulo, relataram como foi feito o atendimento aos feridos que estavam em terra e acabaram atingidos pelo fogo causado pela explosão da queda da aeronave.

As testemunhas falaram que viram uma "bola de fogo" pouco depois da queda. Em seguida, uma das testemunhas relatou ter um motorista de um caminhão de lixo atingido pela explosão saindo ferido do veículo. "Eu estava a cerca de 20 metros, duas casas para cima à esquerda. Por causa da barbeiragem de um motorista fiquei preso no semáforo. Foi aí que aconteceu a explosão", disse a testemunha identificada apenas pelo nome de Tomás, em entrevista ao programa "Brasil Urgente", da TV Bandeirantes. "Eu vi o motorista deixando o caminhão de lixo com braço esquerdo em chamas", completou.

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Tomás relatou que havia uma fila de 15 a 20 carros em um semáforo próximo à avenida Braz Leme quando o acidente ocorreu. "Assim que o semáforo fechou, pudemos ver a explosão à nossa frente", disse. "Quando a gente viu a labareda, não sabia se dizer se era aeronave ou botijão de gás -- só conseguimos sentir o calor o intenso calor. Parecia uma bola de fogo".

O acidente com a aeronave modelo Cessna C-210 ocorreu na rua Antonio Nascimento Moura, no bairro de Santana. O acidente deixou ao menos dois mortos (o piloto do avião, Guilherme Murback, 26, e o copiloto, Leonardo Imamura, 43) e 13 feridos, segundo o Corpo de Bombeiros. A aeronave caiu sobre ao menos três casas próximo ao aeroporto do Campo de Marte. Segundo o tenente André Elias, do Corpo de Bombeiros, veículos também foram atingidos -- entre carros e caminhões.

O economista Carlos Carneiro Filho, que trabalha em uma empresa situada na Avenida Braz Leme, viu o momento da queda e relatou ao Estadão Conteúdo. "Vi que o avião subiu do aeroporto, fez um rasante nas árvores e caiu em uma rua bem em frente da Totvs [onde ele trabalha], atrás de um posto de gasolina."

Segundo Carneiro Filho, logo após a queda, houve uma explosão. "Explodiu, deu bastante estrondo e uma labareda bem alta."

O arquiteto Vainer Ragusa, de 50 anos, passava pela Braz Leme, após sair de uma consulta médica, quando viu a queda. "Estava no farol da Braz Leme, no sentido Santana. Vi que o avião levantou voo e perdeu potência, começou a baixar e caiu entre a rua e uma casa", contou ao Estadão. "Estava a uns 200 metros e senti o calorão. Foi muito feio."

Jorge da Cruz, que trabalha em uma concessionária em uma rua paralela ao local do acidente, presenciou os momentos após a queda. "Ouvi o barulho da aeronave passando e logo em seguida um estrondo, uma labareda que parecia filme e logo outra explosão na sequencia, muita fumaça preta e aí vimos que era uma aeronave", relatou à BandNews.

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