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Câmeras de segurança registraram ataques em escola de Suzano

Do UOL, em São Paulo

2019-03-13T22:12:17

2019-03-14T21:08:05

13/03/2019 22h12Atualizada em 14/03/2019 21h08

Resumo da notícia

  • Nesta manhã, 2 ex-alunos entraram em uma escola em Suzano (SP) com revólver, machado e um artefato rudimentar
  • Foram assassinados 5 alunos e 2 funcionários da escola estadual Raul Brasil
  • Segundo autoridades, atirador matou comparsa e se suicidou ao ver a polícia
  • Antes, atirador matou também o tio, comerciante que trabalha nos arredores da escola
  • Ainda não se sabem as causas do ataque deixou 10 mortos

Imagens de câmeras de segurança da escola estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), mostram a ação de Guilherme Taucci Monteiro, 17, e Luiz Henrique de Castro, 25, na manhã de hoje.

Em um saguão da escola, em frente ao que parece ser o guichê de uma secretaria, um deles saca uma arma e atira contra alunos e funcionárias da escola. Começa a correria.

Alvejados, alguns alunos e profissionais caem. Outros conseguem escapar.

Na sequência, surge o segundo autor do ataque. Ele tira artefatos de uma mochila e começa a desferir golpes com um machado. Atinge pessoas que já estavam caídas no chão.

As imagens estão sob análise da Polícia Civil.

Vídeo mostra atirador estacionando o carro, e alunos fugindo

UOL Notícias

O massacre deixou 10 mortos, incluindo os autores do ataque, e 9 feridos.

Os outros mortos são:

  • Kaio Lucas da Costa Limeira (aluno, morreu na escola)
  • Cleiton Antônio Ribeiro (aluno, morreu na escola)
  • Caio Oliveira (aluno, morreu na escola)
  • Samuel Melquíades Silva de Oliveira (aluno, morreu na escola)
  • Douglas Murilo Celestino (aluno, morreu a caminho do hospital)
  • Marilena Ferreira Vieira Umezo (coordenadora, morreu na escola)
  • Eliana Regina de Oliveira Xavier (agente de organização escolar, morreu na escola)
  • Jorge Antônio Moraes (funcionário da loja de carros, morreu no hospital)

Secretário: atirador disse que retomaria estudos hoje

O secretário de Educação de São Paulo, Rossieli Soares da Silva, disse que Guilherme foi aluno da escola por dois anos, quando cursou o primeiro e o segundo ano do ensino médio. Ele era considerado "evadido", já que não voltou ao colégio para concluir os estudos.

Silva afirmou que Guilherme chegou à escola, na manhã de hoje, com a justificativa de que iria à secretaria para retomar os estudos. "As informações que a gente tem são de que a escola estava aberta para receber um aluno que queria voltar a estudar", disse.

À BandNews, a mãe de Guilherme disse que o filho tinha abandonado os estudos devido a bullying.

Silva disse não saber de episódios de violência praticados ou testemunhados pelo ex-aluno. Ele afirmou, ainda, não ter tido acesso ao histórico escolar de Luiz Henrique, o outro autor do massacre.