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Após filho chegar da China, professora é última vítima de Suzano enterrada

Bruna Nascimento/MyPhoto Press/Estadão Conteúdo
Familiares e amigos acompanham o sepultamento do corpo de Marilena Umezu, no Cemitério Municipal São Sebastião, em Suzano Imagem: Bruna Nascimento/MyPhoto Press/Estadão Conteúdo

Talita Marchao

Do UOL, em São Paulo

2019-03-15T13:08:45

2019-03-15T21:06:58

15/03/2019 13h08Atualizada em 15/03/2019 21h06

Marilena Ferreira Umezu, coordenadora pedagógica da escola atacada em Suzano (SP) na quarta-feira, foi sepultada no final da manhã de hoje depois que um dos filhos, que mora na China, chegou ao país.

Marilena foi a primeira pessoa baleada por Guilherme Taucci de Monteiro, 17, e a última dos dez mortos a ser enterrada.

O corpo de Marilena foi velado ontem, na cerimônia coletiva realizada na Arena Suzano, e sepultada hoje, no cemitério São Sebastião, que abriga a maioria das vítimas do massacre. Outro dos autores do ataque, Luiz Henrique de Castro, foi enterrado ontem no mesmo local.

Cinco jovens feridos no atentado permanecem internados -- há três no Hospital das Clínicas de São Paulo e dois no Hospital Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes. O estado de saúde dos adolescentes, que têm entre 15 e 16 anos, é estável.

"Tratava os alunos como os filhos dela"

Segundo alunos da escola estadual Raul Brasil, "Mari", como a coordenadora era chamada, era "uma pessoa muito boa".

"Era uma pessoa muito compreensiva. Não era como se a gente fosse subordinado, era como se a gente fosse filhos dela", afirmou um estudante, Lucas, 15.

"Lá era como uma família, ela tratava alunos e funcionários como a família dela", contou o adolescente muito emocionado ontem, ao lado do irmão, que pulou o muro da escola na hora do ataque.

"Ela conversava, ela abraçava. Quando tinha briga de aluno, ela nunca chamava os pais. Ela sentava com os dois e resolvia ali, na conversa", disse o jovem a caminho do velório coletivo.

Renata Vendramini, 47, professora de português e inglês da escola há mais de 20 anos, classificou Mari como uma "mãezona" dos profissionais e alunos.

"Ela era fortinha, grandinha, e assim era o coração dela", relatou a docente.

Marilena trabalhava na escola havia cerca de dez anos.

Vídeo mostra ataque em escola de Suzano

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