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Homem que tinha 117 fuzis do suspeito de matar Marielle tem prisão revogada

Polícia Civil do RJ havia encontrado em março 117 peças de fuzis na casa de amigo de suspeito de matar Marielle - Divulgação/Polícia Civil do RJ
Polícia Civil do RJ havia encontrado em março 117 peças de fuzis na casa de amigo de suspeito de matar Marielle Imagem: Divulgação/Polícia Civil do RJ

Marina Lang

Colaboração para o UOL, no Rio

06/06/2019 22h54

A 40ª Vara Criminal do Rio revogou a prisão preventiva de Alexandre Motta de Souza. Ele é amigo do sargento reformado da Polícia Militar Ronnie Lessa, que seguirá preso e foi denunciado como autor das mortes de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Foi na casa de Souza que a Polícia Civil do Rio encontrou 117 peças de fuzis pertencentes a Lessa em março. Embora as armas não estivessem completas, tratou-se da maior apreensão de fuzis da história do Rio de Janeiro.

A juíza Alessandra Bilac acolheu o parecer favorável do Ministério Público na decisão de soltura, baseada em informações prestadas pelos policiais que participaram da prisão de Souza e em depoimento dos réus.

Os policiais relataram que Alexandre "demonstrou surpresa e desespero com o que havia dentro" das caixas. Ele diz que não sabia que havia peças de fuzis.

A versão foi confirmada por ele e por Lessa em audiência.

Souza relatou que os 117 fuzis desmontados pertenciam a Lessa - que disse que "eram itens de airsoft [jogo em que os participantes utilizam arma de pressão]" e o amigo não sabia o que estava na caixa, lacrada.

Apontado como executor dos assassinatos de Marielle Franco e Anderson Gomes, Lessa chegou a integrar o Bope (Batalhão de Operações Especiais) e atuou como segurança para um dos principais clãs do jogo do bicho do Rio. A Polícia Civil e o Ministério Público suspeitam de que ele atue como matador de aluguel, traficante de armas e "armeiro" (quem adapta armas para grupos criminosos).

Tanto Lessa quanto Souza respondem à Justiça por comércio ilegal de armas. Lessa foi preso na madrugada do dia 12 de março ao sair de sua casa na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. A prisão em flagrante de Souza ocorreu no mesmo dia em sua residência na zona norte do Rio, instantes depois, a partir de um mandado de busca e apreensão da polícia.

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