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Caso Marielle: Polícia diz que dono de casa com fuzis é laranja de réu

Policiais encontraram dezenas de armas desmontadas, incluindo peças para fuzis e munições, em uma operação da Delegacia de Homicídios (DH) na manhã de hoje - MÁRCIO MERCANTE/ESTADÃO CONTEÚDO
Policiais encontraram dezenas de armas desmontadas, incluindo peças para fuzis e munições, em uma operação da Delegacia de Homicídios (DH) na manhã de hoje Imagem: MÁRCIO MERCANTE/ESTADÃO CONTEÚDO

Marina Lang

Colaboração para o UOL, no Rio

15/03/2019 15h42Atualizada em 15/03/2019 20h03

A assessoria de imprensa da Polícia Civil informou hoje que Alexandre Souza, dono da casa em que 117 fuzis incompletos foram encontrados, é laranja de Ronnie Lessa, réu apontado pela polícia e pelo Ministério Público do Rio como o executor dos disparos que mataram a vereadora Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes, há um ano.

Segundo a assessoria, o dado já faz parte das investigações da polícia e consta nos autos do inquérito que apura os assassinatos ocorridos em 14 de março do ano passado em Estácio, região central do Rio.

Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz, apontado como motorista do Cobalt cinza que emparelhou no carro da vereadora, estão na Delegacia de Homicídios, na Barra.

A polícia espera ouvi-los hoje, mas, desde quando foram presos, na terça-feira (12), se recusaram a prestar depoimento. Não há confirmação, entretanto, de que eles serão ouvidos.

Hoje, eles foram transferidos para o presídio de Bangu. A Polícia agora vai aguardar os trâmites burocráticos para conduzi-los a uma penitenciária federal fora do Rio, como determinou a Justiça. A unidade para qual serão transferidos ainda não foi definida. O Brasil possui cinco presídios federais.

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Ainda segundo a equipe de comunicação, o depósito de R$ 100 mil identificados pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) na conta de Lessa foi depositado por ele mesmo, em dinheiro, em uma agência do banco Itaú na Barra da Tijuca.

A assessoria disse ainda que as bombas de dinamite encontradas na casa de Lessa durante a busca e apreensão da última terça-feira são falsas. A conclusão foi feita a partir de uma análise superficial da polícia. No entanto, o material ainda vai ser minuciosamente periciado.

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