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Chuvas em MG: bombeiros encontram corpo de última vítima desaparecida

Do UOL, em São Paulo

31/01/2020 11h47Atualizada em 31/01/2020 11h52

Foi encontrado na manhã de hoje o corpo da última vítima que estava desaparecida em Minas Gerais, em decorrência das fortes chuvas que atingem o estado desde a semana passada.

Valmir Gonçalves de Paiva desapareceu após ser arrastado pela correnteza do rio Ventura, na cidade de Conselheiro Lafaiete, no dia 24 de janeiro.

Com essa morte, sobe para 56 o número de vítimas fatais no estado em decorrências dos estragos provocados pelas chuvas, desde o dia 24, com base em informações da Defesa Civil. A maioria das mortes ocorreu em Belo Horizonte, onde foram registrados 13 óbitos.

Ontem, o governo de Minas Gerais anunciou um novo decreto colocando 196 municípios em estado de emergência. São locais afetados por alagamentos, inundações e deslizamentos.

O novo documento unificou os municípios cujas administrações declararam emergência e que ficaram de fora do decreto estadual anterior, publicado em 27 de janeiro. Até então, as duas listas somavam 152 munícios em atenção.

O número de desalojados subiu para 45.284, há 8.297 pessoas estão desabrigadas e 68 feridos.

A maior parte dos desalojados e desabrigados está no interior do estado, que vem sendo muito castigado pelas chuvas. No novo balanço, além de Orizânia, Ibirité e Catas Alta, mais dois municípios decretaram estado de calamidade pública. São eles: Taparuba e Muriaé.

Volume de chuva bate recorde no estado

Janeiro de 2020 é o mês mais chuvoso em Minas Gerais desde que se começou a medir e acompanhar o índice pluviométrico no estado, em 1910. O recorde no acúmulo mensal histórico foi alcançado após a forte chuva da noite de ontem.

O acumulado de janeiro bateu 942,3 8 mm até o dia 28, segundo levantamento do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). Choveu 183% a mais do que era esperado para todo o mês no estado. O recorde anterior era de 850,3 mm, registrado em janeiro de 1985.

No dia 24 de janeiro, Belo Horizonte registrou recorde de dia mais chuvoso no período de 24 horas, quando o índice pluviométrico alcançou 171,8 mm. O volume ultrapassou a marca histórica de 14 de fevereiro de 1978, quando choveu 164,2 mm em um único dia.

Os proprietários de imóveis afetados pelas chuvas em Belo Horizonte nos últimos dias poderão solicitar a isenção do pagamento do IPTU (Imposto Predial Territorial Urbano) de 2020 à prefeitura. O dono do imóvel ou locatário tem o prazo máximo de 180 dias para requerer o perdão, contados após o evento natural que causou o prejuízo.

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