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MG recua sobre recomendação de reabertura em mais de 100 cidades

Comércio em Belo Horizonte na quarta-feira (10) - Fernando Moreno/AGIF/Estadão Conteúdo
Comércio em Belo Horizonte na quarta-feira (10) Imagem: Fernando Moreno/AGIF/Estadão Conteúdo

Daniel Leite

Colaboração para o UOL, em Juiz de Fora

11/06/2020 19h58Atualizada em 11/06/2020 20h48

O governo de Minas Gerais recuou na recomendação de reabertura de várias atividades econômicas da região central do estado, onde ficam algumas das maiores cidades, entre elas Belo Horizonte, por causa do aumento do número de casos de covid-19 e da alta ocupação de hospitais. Com isso, 101 municípios retornam para a chamada onda branca do plano de retomada, com restrição de inúmeros serviços, segundo decisão do Comitê Extraordinário Covid-19.

O planejamento elaborado pelo executivo não é obrigatório. Por isso, as prefeituras foram apenas orientadas a manter fechados estabelecimentos como papelarias, salões de beleza e lojas de roupas, podendo continuar funcionando os serviços essenciais e as atividades autorizadas nessa etapa, entre elas autoescolas, lojas de artigos esportivos e floriculturas.

Dos 431 óbitos pelo novo coronavírus, 129 ocorreram nessa região do estado, onde ficam seis das dez maiores cidades mineiras - Belo Horizonte, com 2,3 milhões de habitantes, Contagem, com 663 mil, Betim, com população de 439 mil, Ribeirão das Neves, onde vivem 334 mil pessoas, Sete Lagoas, com 239 mil, e Santa Luzia, 214 mil habitantes, num total de mais de 4,1 milhões.

Com o retorno à chamada fase branca, as 101 cidades se juntam às regiões sul e centro-sul, que também estão nessa etapa da retomada.

Capital não segue as orientações do estado

Belo Horizonte não aderiu às recomendações do governo. A capital tem 2.853 casos confirmados da doença, com 66 mortes.

Em nota, a prefeitura informou não acompanhar o plano do estado porque a cidade "necessitou de um planejamento específico e mais criterioso de controle e combate à pandemia". O trabalho, de acordo com o governo municipal, é realizado por um comitê formado pela secretaria de saúde da capital, Sociedade Mineira e Brasileira de Infectologia e Universidade Federal de Minas Gerais.

Ainda segundo o comunicado, é feito um acompanhamento diário dos índices e, "caso perceba que a flexibilização tem impactado negativamente nesses dados, as medidas para conter a circulação do vírus na cidade serão tomadas. Isso inclui o fechamento dos estabelecimentos que tiveram o funcionamento permitido e a ampliação de leitos para o atendimento de casos da Covid-19".

A prefeitura relatou estar na segunda fase do plano de reabertura, já podendo funcionar, por exemplo, lojas de equipamentos e artigos esportivos, bebidas, calçados, joalherias, tabacarias, lubrificantes, instrumentos musicais, decoração, plantas, armas.

As únicas regiões mineiras que avançaram para a fase amarela de retomada são a norte e uma parte do sul do estado, chamada de leste do sul, podendo, assim, abrir lojas de variedades, de departamentos ou magazines (exceto Duty Free), tabacarias, livrarias, papelarias e comércio de vestuário. E outras nove regiões ainda permanecem na onda verde, apenas com serviços essenciais.

Do total de infectados em Minas, 56% são homens. A faixa etária mais atingida vai dos 20 aos 59 anos.

Festas juninas

O governador Romeu Zema (Novo) disse que o governo notou um aumento do número de casos nos últimos 10 dias, e destacou que é necessário manter o isolamento. Por isso, pediu que festas juninas e outras festas típicas dessa época do ano não sejam realizadas para evitar aglomerações, segundo divulgado hoje pela Agência Minas, veículo oficial de divulgação das ações do executivo mineiro.

"Agora que estamos no mês de junho, quando realizamos as festas juninas, saliento que, infelizmente, apesar de também apreciar e gostar, não teremos condição de realizar esse tipo de comemoração neste ano. Estamos perto de atingir o pico da pandemia no estado, previsto para o mês de julho."

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