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Mulher detida por engano visita irmã no presídio e lamenta falta de abraço

Danielle Estevão Fortes dá entrevista após deixar a prisão no Rio de Janeiro, no ano passado - Divulgação
Danielle Estevão Fortes dá entrevista após deixar a prisão no Rio de Janeiro, no ano passado Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

15/09/2020 08h31

A esteticista Danielle Estevão Fortes, de 27 anos, fez ontem a sua primeira visita à irmã Daniela no presídio, depois de ter passado 11 dias presa no lugar dela por engano. Uma das lamentações de Danielle foi não ter conseguido abraçar sua irmã.

"Quando eu a vi entrando no pátio, para se aproximar da mesa onde eu estava sentada em um cadeira, comecei a chorar... Quando ela votou para cela, eu chorei de novo. Não poder abraçar minha irmã depois de tanto tempo foi muito difícil", disse ela em entrevista ao jornal O Globo. Em virtude da pandemia do novo coronavírus, as autoridades de saúde recomendam que o abraço seja evitado para conter a transmissão da covid-19.

"Não consegui dormir direito no domingo e nem me alimentar de tanta ansiedade. Ao chegar na porta do presídio, senti dores de estômago de tão nervosa que fiquei. Minha irmã não sabia que iria visitá-la", disse ela.

Presa injustamente

No dia 7 de junho de 2019, Danielle Estevão Fortes compareceu à sede da DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense), em Belford Roxo (RJ), para depor no inquérito que apura o assassinato de um irmão. Ela, então, foi impedida de sair e recebeu voz de prisão.

O alvo da Polícia Civil, na verdade, era Daniela Estevão Fortes, irmã mais nova de 24 anos, muito parecida tanto fisicamente como no nome. Daniela responde pelo roubo de duas lojas de celulares na Baixada Fluminense.

Para a defesa da esteticista, um rápido teste de digitais poderia ter corrigido o erro, porém ele não foi realizado e ela foi encaminhada para o presídio de Gericinó, mais conhecido como Bangu.

"Minhas duas irmãs, a gente é bem parecida, mas elas não têm sinais no corpo e nem tatuagens. Eu tenho vários sinais e tenho tatuagem. Somos bem parecidas, mas não somos iguais, características que poderiam ter me liberado antes de ir para Benfica [carceragem temporária do Rio de Janeiro]", contou em entrevista ao UOL logo após ser solta.

Danielle deixou a prisão no dia 18 daquele mês, mas sua irmã ainda estava foragida à época.

Hoje, mais de um ano depois de ter reconquistado a liberdade, ela diz que Daniela se arrepende de não ter dado ouvidos a ela antes de tudo acontecer.

"A Daniela disse que está muito arrependida de não ter ouvido meus conselhos. Na época, eu avisei para ela não andar com as pessoas que a levaram para este caminho, disse a esteticista ao Globo.

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