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Casal é preso suspeito de matar bebê em MG; mãe está desaparecida

Fernanda Caroline Leite Dias está desaparecida desde janeiro; segundo investigação, ela era amante do acusado de matar sua filha - Divulgação/Polícia Civil-MG
Fernanda Caroline Leite Dias está desaparecida desde janeiro; segundo investigação, ela era amante do acusado de matar sua filha Imagem: Divulgação/Polícia Civil-MG

Abinoan Santiago

Colaboração para o UOL, em Florianópolis

07/04/2021 18h57Atualizada em 07/04/2021 18h58

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu ontem um bacharel em direito, de 41 anos, e uma economista de 38, suspeitos de matarem uma bebê de um ano e oito meses.

O corpo da criança foi encontrado sem vida em 25 de janeiro, no bairro Olhos D´Água, em Belo Horizonte. A mãe dela, Fernanda Caroline Leite Dias, de 28 anos, está desaparecida desde a data do crime.

A investigação apurou que o suspeito preso mantinha um relacionamento extraconjugal com Fernanda. A Polícia Civil acredita que mulher também foi assassinada pelo casal preso. Existem indícios de que a vítima estaria grávida do bacharel em direito, o que teria sido a motivação para o desaparecimento.

"Ele [suspeito] tem um perfil galanteador e com muita lábia conseguiu conquistar a Fernanda. (...) O caso é escabroso e tenebroso. Não existe limite para a maldade humana, é um caso que mexe com a gente. A criança foi morta exclusivamente para apagar qualquer rastro que ligasse o autor com o desaparecimento da mãe", comentou o delegado Alexandre Fonseca, da Divisão Especializada de Investigação de Crimes Contra a Vida.

A Polícia Civil iniciou a investigação após encontrar com a criança marcas de um folder de pontos turísticos de Congonhas, na região central de Minas Gerais. Ao lado do corpo, também existia um bilhete supostamente assinado por Fernanda com intenção de induzir o inquérito a tratar o caso como um abandono. Exames, contudo, apontaram que a letra era do suspeito.

A investigação chegou até o casal após analisar contatos recentes realizados por Fernanda com pessoas de Congonhas. Além do depoimento contraditório do casal, a Polícia Civil conseguiu comprovar que o suspeito usou no dia do crime o carro da esposa no percurso entre Congonhas e até o local onde o corpo foi encontrado, em Belo Horizonte. Também foi confirmada a existência de marcas de sangue no veículo.

"São pessoas que não têm antecedentes criminais, têm trabalho fixo, uma vida estável financeiramente. São pessoas incólumes, impassíveis de qualquer suspeição na sociedade", analisou o delegado.

A criança, identificada pela polícia com o nome de "Pietra" morreu após hemorragia intracraniana decorrente de lesão por agressão na cabeça. O laudo ainda apontou que a bebê ingeriu um remédio controlado antes de morrer. A suspeita é de que o casal tenha dopado a vítima enquanto se livrava do corpo da mãe dela.

As buscas por Fernanda serão conduzidas pela Delegacia de Referência da Pessoa Desaparecida de Belo Horizonte.

O suspeito preso está no Centro de Remanejamento do Sistema Prisional (Ceresp) Gameleira e a esposa dele na Penitenciária Estêvão Pinto. Ambos encontram-se na capital mineira.

O casal será indiciado por homicídio qualificado por motivo torpe, com impossibilidade de defesa da vítima e feminicídio, além dos crimes de sequestro e fraude processual.
A Polícia Civil não divulgou a identidade dos suspeitos, o que impossibilitou buscar a defesa de ambos.

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