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15 dias

Monique Medeiros, mãe do menino Henry, é exonerada de cargo no TCM do Rio

Monique Medeiros, mãe de Henry, saindo da 16ª Delegacia de Polícia, no Rio - Tatiana Campbell/UOL
Monique Medeiros, mãe de Henry, saindo da 16ª Delegacia de Polícia, no Rio Imagem: Tatiana Campbell/UOL

Marcela Lemos

Colaboração para o UOL, no Rio de Janeiro

08/04/2021 22h53

Monique Medeiros, presa na manhã de hoje na investigação da morte do próprio filho, o menino Henry Borel, de 4 anos, foi exonerada do TCM (Tribunal de Contas do Município). Ela era professora do município e estava lotada no gabinete do secretário, Luiz Guaraná.

De acordo com o Tribunal, Monique foi exonerada com data a partir de 24 de março, quando deixou de comparecer ao trabalho, sendo encaminhada novamente para o órgão de origem, ou seja, a prefeitura do Rio.

A servidora deu entrada na licença luto por causa da morte do filho e posteriormente foi concedida licença especial.

Monique trabalhou pouco mais de um mês no gabinete do conselheiro. A servidora foi indicada ao cargo pelo vereador Dr. Jairinho, seu namorado. Segundo o órgão, ela atuava na pesquisa de informações para a elaboração de um sistema de monitoramento e acompanhamento do tema Educação que está ainda em fase de desenvolvimento.

"Não houve qualquer indício de irregularidade na atuação da servidora no breve período em que esteve lotado no tribunal. Todas as frequências foram devidamente atestadas, bem como registradas as licenças de luto, especial e as faltas ocorridas no período, que foram devidamente descontadas", informou o TCM, em nota.

Monique e o vereador Dr Jairinho foram presos na manhã de hoje na casa de uma tia do parlamentar, em Bangu, na zona oeste do Rio, em decorrência da investigação que apura a morte do menino Henry, filho de Monique. Segundo a polícia, o pedido de prisão ocorreu pelo casal tentar atrapalhar as investigações.

Os dois vão responder por homicídio duplamente qualificado com emprego de tortura. A criança morreu no dia oito de março.

O Solidariedade, partido ao qual Jairinho era filiado, pediu a expulsão sumária do vereador que foi afastado do Conselho de Ética da Câmara.