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Homem é preso no PR acusado de matar enteado de 3 anos

Polícia Civil do Paraná deve indiciar padrasto, de 30 anos, por homicídio qualificado; acusado negou agressão, mas não soube explicar lesões do menino - Divulgação/PCPR
Polícia Civil do Paraná deve indiciar padrasto, de 30 anos, por homicídio qualificado; acusado negou agressão, mas não soube explicar lesões do menino Imagem: Divulgação/PCPR

Carlos Ohara

Colaboração para o UOL, em Maringá (PR)

09/04/2021 21h00Atualizada em 10/04/2021 14h01

A Polícia Civil do Paraná deve indiciar por homicídio qualificado o padrasto do menino Cristofer Matos, de 3 anos, que morreu no dia 25 de março. Segundo o laudo do IML (Instituto Médico Legal), o menino sofreu rompimento do pâncreas e hemorragia interna, que teriam sido causados pelas agressões do acusado.

O homem, de 30 anos, levou a criança até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Cianorte, cidade a 523 km de Curitiba. Mesmo antes do laudo, profissionais de saúde que o atenderam encontraram marcas aparentes de violência no corpo do garoto e acionaram a polícia.

O padrasto, que não teve a identidade revelada, foi preso ainda no local. Apesar de não saber explicar a origem dos ferimentos, ele negou ter batido no enteado.

Exames solicitados pelo delegado Wagner Quintão, responsável pela delegacia da Mulher de Cianorte, para onde o caso foi enviado, demonstraram que as agressões praticadas contra Cristofer - provocando a morte do garoto - ocorreram cerca de 30 minutos antes de sua chegada à UPA.

Segundo registros no inquérito policial, a mãe da criança saia de casa diariamente às 4h30 da madrugada para trabalhar. O filho permanecia com o padrasto até às 7 horas da manhã, quando a avó materna assumia os cuidados com a criança até a noite.

O menino foi levado a UPA às 6 horas. Como Cristofer apresentava alguns ferimentos externos, visíveis aos olhos dos médicos, o padrasto afirmou que havia caído em uma escada enquanto carregava o menino para levá-lo à unidade de atendimento.

A conclusão do inquérito, que deve ocorrer no início da próxima semana, analisa ainda as versões apresentadas pela mãe e pela avó da criança, que negaram saber sobre as agressões contra a criança e disseram que a relação entre os aparentava normalidade.

Apesar da afirmação, a mãe revelou que menino não gostava de ficar sozinho com o padrasto.

Registros de atendimentos médicos prestados à vítima desde 2018 estão sendo analisados pelos policiais.

A morte de Cristofer ocorreu às 6h do dia 25 de março. Segundo os autos, ele chegou à UPA, levado pelo padrasto, apresentando ferimentos externos e a boca roxa.

A equipe que o atendeu não conseguiu reanimar a criança.

Damares acompanha o caso

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MDH) está acompanhando as investigações sobre a morte do menino Cristofer Matos, 3 anos, que morreu em Cianorte (PR) após o rompimento do pâncreas, provocado por agressões que teriam sido praticadas pelo padrasto.

De acordo com o delegado Wagner Quintão, titular da Delegacia da Mulher em Cianorte, a própria ministra Damares Alves ligou para a delegacia no início da noite de sexta-feira (9). Damares ouviu relatos do delegado e do perito criminal que atuou no caso.

A ministra, segundo os interlocutores, teria ficado comovida com detalhes repassados pelos policiais e afirmou que o MDH pretende ampliar as ações de proteção à infância, com apoio de governos e da sociedade civil organizada.

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