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Henry: Nova defesa de Monique pede mais um interrogatório à polícia

8.abr.2021 - Monique Medeiros, mãe de Henry, deixa o 16º DP, no Rio, após decretação de prisão - Tatiana Campbell/UOL
8.abr.2021 - Monique Medeiros, mãe de Henry, deixa o 16º DP, no Rio, após decretação de prisão Imagem: Tatiana Campbell/UOL

Heloísa Barrense e Tatiana Campbell

Colaboração para o UOL, em São Paulo e no Rio

14/04/2021 13h09Atualizada em 15/04/2021 12h57

A nova defesa de Monique Medeiros chegou na tarde de hoje ao 16º Distrito de Polícia da Barra da Tijuca para formular requerimento para um novo interrogatório. A mãe de Henry Borel trocou a defesa na última segunda-feira (12). Até então, a professora era representada pelo mesmo advogado do namorado, o vereador Dr. Jairinho (sem partido).

O pedido indica que Monique pode mudar sua versão sobre o que aconteceu na madrugada de 8 de março, quando Henry morreu. Por volta das 14h, também chegou à unidade policial a empregada doméstica que trabalhava na casa do casal, Leila Rosângela de Souza Mattos, para novo depoimento. Intimada, Thalita Santos, irmã do vereador, informou que teve um problema e, por isso, não poderá comparecer hoje à delegacia —uma nova data será marcada.

De acordo com comunicado da nova defesa de Monique, será o primeiro contato dos advogados Thiago Minagé e Hugo Novais com o delegado responsável pelo caso, Henrique Damasceno.

"Nós entramos no caso tem apenas três dias. Nós precisamos entrar agora, conversar com o delegado de polícia, colher o que ainda temos que colher de informações", disse hoje Thiago Minagé na chegada ao 16º DP.

Minagé relatou na segunda-feira que a família da Monique entrou em consenso e solicitou a mudança da defesa. "Assumimos a defesa da Sra. Monique e agora o momento é de estudo e análise do IP [inquérito policial]. A defesa mudará a estratégia e agora atuará com a verdade. Trabalharemos com os fatos conforme ocorreram", declarou o advogado ao UOL.

A mãe de Henry sustentou em seu primeiro depoimento à polícia versão alinhada à de Jairinho —a de que Henry teria sofrido um acidente doméstico. Contudo, a perícia afastou essa hipótese, e a polícia diz não ter dúvida de que a criança foi assassinada.

Veja a seguir a versão do casal, segundo laudo de reconstituição da morte, elaborado pela perícia.

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A mãe e o padrasto de Henry foram presos na última semana sob suspeita de tentarem atrapalhar as investigações em torno da morte do menino, que morreu em 8 de março. A perícia diz que a criança morreu no apartamento onde morava com o casal na Barra da Tijuca.

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