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Polícia Civil prende suspeito de incendiar estátua de Borba Gato

Estátua do Borba Gato em chamas em São Paulo - Reprodução/Twitter
Estátua do Borba Gato em chamas em São Paulo Imagem: Reprodução/Twitter

Do UOL, em São Paulo

25/07/2021 11h51Atualizada em 25/07/2021 23h12

A Polícia Civil prendeu na madrugada de hoje uma pessoa suspeita de ter participado do incêndio na estátua de Borba Gato, na zona sul da capital paulista.

Segundo a GloboNews, ele já foi solto, cerca de 12 horas após ter sido preso. A juíza do processo concedeu liberdade provisória, por entender que não houve violência ou grave ameaça no caso.

Em nota enviada à imprensa na manhã de hoje, a SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), afirmou que equipes do 11º Distrito Policial (Santo Amaro) identificaram o motorista do caminhão que conduziu parte do grupo até o monumento e transportou os pneus usados para alimentar o fogo.

Segundo as autoridades, a placa do veículo foi adulterada. "As investigações prosseguem para identificar e localizar os demais autores", completou a SSP paulista.

Grupo assumiu autoria

A estátua em homenagem ao bandeirante Borba Gato, instalada na Praça Augusto Tortorelo de Araújo, no distrito de Santo Amaro, em São Paulo, foi incendiada por manifestantes na tarde de ontem. Não houve feridos.

Um grupo intitulado Revolução Periférica assumiu a autoria do incêndio. Anteontem, em seu perfil no Instagram, os membros compartilharam uma ação em que colaram lambe-lambes com a questão "Você sabe quem foi Borba Gato?" em postes da capital.

Inaugurada em 1963, a estátua de Manuel de Borba Gato, assinada por Júlio Guerra, é um dos monumentos mais controversos do país.

Ele foi um dos bandeirantes paulistas que, segundo estudos como o do livro "Vida e Morte do Bandeirante", de Alcântara Machado, lançado em 1929, exploraram territórios no interior do país, capturando e escravizando indígenas e negros encontrados pelo caminho, quando não os matavam em confrontos sangrentos, dissipando etnias entre os séculos 16 e 17. Também estupraram e traficaram mulheres indígenas, além de roubar minas de metais preciosos nos arredores da aldeia.

Em 2016, a estátua de Borba Gato já havia sido atacada com um banho de tinta.

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