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Fachin recebe lideranças do Salgueiro após mortes e lamenta violência no RJ

Encontro de Edson Fachin com lideranças do Salgueiro, comunidade em São Gonçalo (RJ) - Divulgação/Faferj
Encontro de Edson Fachin com lideranças do Salgueiro, comunidade em São Gonçalo (RJ) Imagem: Divulgação/Faferj

Lola Ferreira

Do UOL, no Rio

01/12/2021 21h05

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Edson Fachin recebeu na noite de hoje uma comitiva com lideranças de movimentos sociais e do Complexo do Salgueiro, em São Gonçalo (RJ), após ação policial que terminou com nove mortos. Na reunião, Fachin lamentou a escalada de violência nas favelas do Rio de Janeiro.

"Precisamos sentir vergonha de um país que naturaliza a violência. É com este reconhecimento, de que há uma dívida com as pessoas vitimadas e potenciais vítimas, que quanto mais tempo se demora a tomar providências mínimas, mais estamos expondo as pessoas", afirmou o ministro.

O grupo entregou um documento de cinco páginas pleiteando o cumprimento da decisão do Supremo que restringe as operações policiais em comunidades durante a pandemia de covid-19. Em resposta, ouviu do ministro que é importante a defesa do Estado Democrático de Direito. O ministro também elogiou o documento.

No dia 22 de novembro, oito corpos foram retirados de um mangue na região e moradores acusam policiais do Bope (Batalhão de Operações Especiais) pelos assassinatos. Além destes, um outro homem havia sido morto na comunidade no dia anterior.

Após a ação, líderes da Faferj (Federação das Associações de Favelas do Estado do Rio de Janeiro) e representantes do Salgueiro fizeram uma comitiva para discutir a atuação das polícias no estado.

A comitiva participou de reuniões com a UNE (União Nacional dos Estudantes), o deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ), representantes dos demais partidos da minoria (PT, PSOL, PCdoB, PDT e Rede), o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, Carlos Veras (PT-PE), e os senadores Humberto Costa (PT-PE) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Com parlamentares, as reuniões discutiram iniciativas legislativas de fiscalização da atividade policial, como a instalação de câmeras nos uniformes, a obrigatoriedade de perícias independentes em casos de mortes relacionadas às polícias e a criação de uma frente parlamentar "em defesa das favelas e da vida e dos direitos da população favelada".

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