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Governo foi questionado sobre demora em buscas por Dom e Bruno, mostra DPU

Dom Phillips e Bruno Pereira  - (Reprodução)
Dom Phillips e Bruno Pereira Imagem: (Reprodução)

Weudson Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Brasília

15/06/2022 18h43

A DPU (Defensoria Pública da União) enviou hoje ao STF (Supremo Tribunal Federal) um documento em que detalha reunião com órgãos do governo federal sobre o desaparecimento do indigenista Bruno Araújo Pereira e do jornalista britânico Dom Phillips, que foram sequestrados no início deste mês e assassinados após se deslocarem de barco pelo rio Itaquaí após visita à Terra Indígena do Vale do Javari (Amazonas), território que alvo de invasão por caçadores, pescadores e madeireiros ilegais.

No encontro, realizado na sexta-feira (10), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil questionou a demora para o início das buscas. A Funai (Fundação Nacional do Índio) respondeu que prestou apoio para tentar localizar os desaparecidos desde que tomaram conhecimento do caso na segunda-feira (6), um dia após a notícia sobre o desaparecimento, e que, na terça-feira (7), aumentou o efetivo envolvido nas buscas, com apoio de uma equipe composta por indígenas recém-contratados.

Além da Funai, estiveram envolvidos nas buscas a Polícia Federal, o Ministério Público Federal, as Forças Armadas e o governo do Amazona. Segundo a peça de quatro páginas, o órgão de defesa pediu a participação de indígenas da Univaja (União dos Povos Indígenas do Vale do Javari) nas equipes de busca e sugeriu ao MRE (Ministério das Relações Exteriores) coordenar com o governo do Peru as buscas na fronteira. O MRE informou que não havia feito contato com o país vizinho até então.

O GSI (Gabinete de Segurança Institucional) da Presidência da República questionou se os desaparecidos chegaram a entrar em área indígena e se eles fizeram contato com a Funai previamente. O órgão respondeu que não havia notícia de que eles tivessem ingressado em território indígena.

Onde o indigenista e o jornalista desapareceram - Arte/UOL - Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Hoje, a PF informou que o pescador Amarildo da Costa Oliveira confessou que esquartejou e enterrou os corpos do indigenista e do jornalista. Em depoimento à corporação, Amarildo negou ter atirado na dupla. O pescador disse aos policiais que recebeu os corpos queimados, mas de forma que seria possível identificá-los. A Justiça do Amazonas determinou prisão temporária, por 30 dias, de Oseney da Costa de Oliveira, outro investigado pelo desaparecimento de Dom e Bruno. Ele foi preso ontem e passou hoje por audiência de custódia.

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