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2 meses

Caso Henry Borel: juíza diz que vê rosto da vítima em seu neto; veja vídeo

Do UOL, em São Paulo

17/06/2022 17h14Atualizada em 17/06/2022 19h28

"Quando meu neto começa a pular na cama, eu vejo a cara do Henry e começo a chorar no quarto", afirma Elizabeth Machado Louro em vídeo compartilhado nesta quinta-feira (16) no Instagram por Renan Canto.

Elizabeth é juíza do caso Henry Borel. Já Canto é advogado de Jairo Souza Santos Junior, o doutor Jairinho, acusado de matar o menino de 4 anos.

No vídeo, a juíza está num local semelhante ao plenário do Tribunal de Justiça do Rio, onde as sessões de julgamento do caso têm ocorrido. "Não chorar aqui é um desafio", diz ela sobre as sessões, num determinado momento da gravação.

Perguntada por um interlocutor que não aparece na imagem sobre como a emoção que sentia nesses momentos influenciava seu julgamento, Elizabeth afirma: "Acho melhor você não botar isso aí não, porque senão vão levantar a minha suspeição".

"A suspeição é a medida que se impõe! A magistrada deve exercer com imparcialidade o seu mister", afirmou Canto ao divulgar o vídeo.

Nas chamadas situações de suspeição, os advogados podem requerer a troca do juiz por entenderem que o magistrado tem um vínculo subjetivo com o tema em julgamento. Amizade, inimizade e sociedade em negócios com algum dos participantes da ação judicial são algumas das condições que caracterizam a suspeição.

A juíza do caso e a defesa de Jairinho já vinham se desentendendo desde o começo da semana. Na sessão da última segunda-feira (13), os defensores se negaram a sentar quando não estivessem com a palavra, conforme determinou a magistrada.

A situação aconteceu após uma promotora do Ministério Público do Rio reclamar justamente das postagens feitas pelos advogados de Jairinho nas redes sociais. Segundo ela, os defensores chamavam a juíza de "rainha de copas" nessas publicações, o que Elizabeth classificou como "misoginia".

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