Conteúdo publicado há 6 meses

'Tragédia volta à nossa família', diz irmã de médico morto com colegas

Marlise Corsato lamentou a morte do irmão, Marcos de Andrade Corsato, e afirmou que a "tragédia" retornou à sua família. Marcos, de 62 anos, foi um dos três médicos assassinados durante a madrugada desta quinta-feira (5), no Rio de Janeiro.

O que aconteceu:

No texto, postado ainda pela manhã no Instagram, a Marlise citou que o episódio havia ocorrido em um "assalto". A polícia acredita inicialmente que as vítimas foram alvos de uma execução.

Marlise também escreveu que a "tragédia retornava" à sua família, sem dar detalhes sobre o possível episódio anterior semelhante ao ocorrido com o irmão nesta quinta-feira (5).

"Ainda não sabemos o que acontecerá, mas avisarei mais tarde. De antemão, agradeço a oração de todos", finalizou o texto.

Nos stories, Marlise escreveu "last pic" ("última foto", em tradução livre) e publicou a imagem tirada pelos médicos pouco antes do ataque a tiros.

Nos comentários, diversos seguidores prestaram apoio à Marlise e seus familiares. "Eu sinto muito, de verdade. Que tristeza enorme. Um abraço muito apertado", escreveu uma pessoa. "Sinto muito. Que vocês sejam envolvidos pela força do amor e da fraternidade neste momento", comentou outra.

Médicos tiraram selfie poucos antes do ataque a tiros no quiosque
Médicos tiraram selfie poucos antes do ataque a tiros no quiosque Imagem: Imagem cedida ao UOL

Entenda o caso:

Marcos de Andrade Corsato, 62, Daniel Sonnewend Proença, 33, Diego Ralf de Souza Bomfim, 35, e Perseu Ribeiro Almeida, 33, foram alvos do ataque a tiros, ocorrido à 0h59 desta quinta-feira (5), na Avenida Lúcio Costa.

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Imagens de câmera de segurança mostram o momento em que os criminosos descem de um carro branco, se aproximam das vítimas e atiram. Eles não roubam nenhum pertence e nenhum outro cliente do quiosque é ameaçado.

Marcos Corsato, Perseu Ribeiro Almeida e Diego Bomfim —este último irmão da deputada Sâmia Bomfim (PSOL-SP)— morreram na hora.

A quarta vítima, Daniel Sonnewend Proença, foi levada com vida para o Hospital Municipal Lourenço Jorge. A direção do hospital diz que o estado de saúde dele é estável.

Os médicos chegaram a tirar uma foto, sorrindo, antes do crime.

Investigação

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga se foi um crime planejado. A SSP (Secretaria da Segurança Pública) de São Paulo também enviou investigadores da Delegacia de Homicídio para acompanhar o caso e auxiliar na apuração.

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O governador do Rio, Cláudio Castro, afirmou que o crime "não ficará impune". A PF (Polícia Federal) também apoia as investigações para identificar os criminosos.

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