Conteúdo publicado há 3 meses

Jovem é morta após vizinho se irritar com ambulância que atendia avó dela

Uma jovem foi morta a facadas após uma discussão com um vizinho que se irritou com uma ambulância que atendia a avó dela em uma rua no bairro Floramar, em Belo Horizonte.

O que aconteceu

Layla Karina Moreira Teles, de 23 anos, foi morta após uma discussão com o vizinho. O suspeito foi identificado como Mauro Lúcio Pinheiro.

Mauro estava andando de carro pelas ruas do bairro na noite de quinta-feira (16) quando passou na frente da residência da avó de Layla, que recebia atendimento do SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

O homem teria se irritado e começado a brigar com os familiares da idosa pela "ambulância estar atrapalhando sua passagem pelo bairro", segundo informações da tia de Layla, que constam no boletim de ocorrência. Depois, ele deixou o local em alta velocidade no automóvel, em direção à casa dele, afirmando que iria matar alguém.

Ao saber da briga, o pai de Layla foi com a filha até a casa de Mauro para conversar e acalmar o vizinho, já que eles se conheciam há algum tempo. O trio conversou por alguns minutos, mas o pai da jovem decidiu ir embora ao perceber que o vizinho estava alterado.

Ao virar de costas, o pai da vítima viu o vizinho ir em direção à filha, que estava do outro lado da rua, e desferiu três golpes de faca, que atingiram o braço esquerdo, o peito e o abdômen dela. Após os golpes, o suspeito entrou na casa e ainda disse que quem fosse atrás dele "tomaria facada" também.

Uma pessoa que passava na rua socorreu Layla até o Hospital Risoleta Tolentino Neves, mas a médica constatou que a jovem chegou morta ao local.

Vizinho se entregou após ser abordado por PMs

O vizinho, que foi encontrado escondido atrás de um portão portando uma faca, se entregou após conversar com os policiais militares. A faca que teria sido usada no crime e um perfurador de coco foram encontradas escondidas atrás do portão.

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A esposa de Mauro relatou que não presenciou o crime e ainda afirmou às autoridades que o suspeito a teria agredido por diversas vezes e, em todas elas, ameaçava matá-la a facadas.

À polícia, o homem ficou em silêncio, mas disse apenas que não se lembrava do ocorrido. Em pesquisa no sistema da polícia foi constatado que o suspeito tinha "amplo histórico de ocorrências de agressão, lesão corporal e ameaças".

Prisão

O suspeito foi preso por homicídio qualificado com meio cruel e pelo recurso que dificultou a defesa da vítima.

Em audiência de custódia, ocorrida nesta sexta-feira (17), a Justiça de Minas Gerais converteu a prisão de Mauro de flagrante para preventiva (por tempo indeterminado).

A juíza Juliana Miranda Pago ainda apontou que a manutenção da prisão de Mauro é necessária "diante da gravidade concreta" do caso. A decisão judicial foi obtida pelo UOL.

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O UOL tenta contato com a defesa de Mauro. A matéria será atualizada tão logo haja manifestação.

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