Greve unificada em SP nesta terça (28/11): entenda o que vai parar

A greve unificada em SP foi convocada pelos sindicatos dos trabalhadores metroviários, ferroviários, da Sabesp e da Educação. A paralisação, que protesta contra as privatizações propostas pelo governo do estado, pode afetar o funcionamento de alguns serviços públicos.

O que vai parar na greve geral

Todas as linhas estatais de metrô serão afetadas. São elas: 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha e 15-Prata (monotrilho).

As linhas de trem também serão paralisadas. São elas: 7-Rubi, 10-Turquesa, 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade.

A Justiça determinou que 80% dos funcionários do Metrô, CPTM e Sabesp devem trabalhar nos horários de pico. Fora desse período, 60% devem continuar nos seus postos de trabalho. Se as categorias não cumprirem, os sindicatos serão multados no valor de R$ 700 mil por dia.

O Provão Paulista foi adiado. O exame, que é dedicado aos estudantes de escolas públicas que buscam ingressar nas universidades estaduais, teve suas datas alteradas pela Secretaria da Educação.

O sindicato dos servidores da Sabesp disse que não haverá corte no fornecimento de água. O serviço de atendimento, entretanto, deve levar mais tempo para ser feito — casos emergenciais, como em hospitais, terão prioridade.

Professores da rede estadual de ensino e servidores da Fundação Casa também devem paralisar.

E os ônibus vão parar?

A Prefeitura de São Paulo informou que os ônibus funcionarão nesta terça-feira (28) e o rodízio para carros está suspenso durante todo o dia. A gestão municipal decretou ponto facultativo para os serviços públicos.

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A restrição de circulação para veículos pesados, como caminhões, e de usar as faixas e corredores de ônibus continuam.

A operação regular, feita com 11.934 veículos, terá um total de 12.134 ônibus. Os coletivos também deverão circular durante todo o dia, sem redução no horário de pico, também como forma a atenuar o impacto aos passageiros do Metrô e da CPTM.
Prefeitura de São Paulo

Os itinerários de algumas linhas municipais de ônibus que geralmente encerram suas viagens em estações de metrô que não irão funcionar também serão ampliados, informou a prefeitura. A lista completa pode ser acessada aqui.

Governo declara ponto facultativo no dia da greve

Os serviços públicos estaduais trabalharão com ponto facultativo. Segundo o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) a decisão visa "reduzir os prejuízos à população, garantindo a remarcação de consultas, exames e demais serviços que estavam agendados".

A medida não vale para servidores da Segurança Pública e Educação. Os serviços de restaurantes e postos móveis do Bom Prato também não serão afetados.

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As consultas em unidades de saúde da capital e do estado terão seus reagendamentos garantidos, segundo o governo. O mesmo vale para postos do Poupatempo.

Tarcísio nega catraca livre

A presidente do sindicato dos Metroviários, Camila Lisboa, disse que pediu a liberação das catracas durante a greve. O pedido foi negado pelo governo.

Nós não acreditamos que seja possível dar essa segurança, no final a gente acaba não tendo como controlar o fluxo. Se acontecer um acidente, nós vamos ter falhado, se uma pessoa for parar na linha a gente vai ter falhado. Esse é um motivo para que nenhum governo anterior tenha liberado a catraca.
Tarcísio de Freitas, governador

Lisboa afirma que a experiência do Enem, nos dias 5 e 12 de novembro, mostra que liberar as catracas não provoca problemas de segurança.

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